"A verdade - e a justiça - exigem calma, e no entanto apenas pertencem aos violentos". A frase que escrevi é de Georges Bataille e surge-me com frequência na memória.
Por vezes, surpreendemo-nos com a falta de cimento nos núcleos que se juntam apenas porque querem exercer, mesmo que de forma comprovadamente desqualificada, um qualquer poder e temos a tentação para, em desespero de causa, apontar mais num sentido. O que é sempre importante é fazer exercícios de memória. Em regra, encontraremos as componentes do frágil cimento espalhadas pelos diversos actores e percebemos que a mesquinhez dá as mãos à primeira oportunidade que encontra.
Acho que tenho de ir ler qualquer coisa mais sobre este Georges Bataille, pois o que conheço dele é um conjunto de narrativas algo perversas e surrealistas, sobre erotismo e afins, que ele caracteriza de forma bastante sinistra, se bem me lembro.
ResponderEliminarQue outro Bataille é este?
Só agora reparei no link do post.
ResponderEliminarIgnorância minha, pois claro: Bataille é bem mais do que eu conheço.
O que se recomenda dela nos domínios em que o não conheço, então?
Não era "dela", mas sim "dele"! (isto eu sei!!! )
ResponderEliminarObrigada. Até tinha lido o post de Fevereiro, mas já não me lembrava.
ResponderEliminarEntão não recomendo lá grande coisa de outro deste Bataille. Talvez valha mais a pena na Sociologia, na Filosofia.
Lembro-me que ele foca o erotismo dos corpos, o erotismo dos corações e o erotismo do sagrado.
Até aqui, tudo bem. Sobre os corações até diz coisas bem interessantes, agradáveis.
Mas o que ele diz do erotismo dos corpos é meio deprimente, sei lá! Considera-nos fingidos, egoístas cínicos...
Que diabo de maneira de ver a coisa!
É. Mas o livro de Gilles Châtelet é muito interessante, embora o título, "vivermos e pensarmos como porcos", não seja lá muito sugestivo. Farei uns posts um dia destes.
ResponderEliminarEh lá... o plural do título é que estraga tudo. Ah ah ah!! Mas fiquei curiosa de o ler.
ResponderEliminarMais uma vez, obrigada.
É Ana. Neste post, o difícil foi o título. E depois já sabe: uma vez escrito, as leituras podem ser as mais diversas. Nada que agradecer :)
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