Em 7 de Maio de 2008, escrevi o seguinte:
As pessoas registam e continuam estranhamente sossegadas. Nada de bom se adivinha. Os administradores hospitalares usam recursos públicos em telefones pessoais, cartões de crédito, automóveis e almoçaradas, os corruptos ficam absolvidos em tribunal porque o corrompido era vereador sem pelouro, os casos de financiamento partidário duvidoso são banais, os bancos e os negócios do sector imobiliário "aprisionaram" a sociedade até à medula, os fundos estruturais foram alvo de um fartar vilanagem, a comissão de ética da Assembleia da República é composta por pessoas - algumas, claro - cujo historial conhecido dá uma volta ao estômago, o desplante para ocupar lugares de decisão está num saldo inaudito e preocupante, e podíamos ficar aqui a debitar casos que explicam a parte maior da prevista e desgraçada condição financeira do país.
Lembrei-me do professor José Gil e do seu "imagem-nua e pequenas percepções". O prefácio é a propósito dos readymade e da análise detalhada à realização de uma escultura. Mas podia ser também da publicidade. As imagens estão por aí, vemo-las sem as vermos, mas ficam registadas, condicionam as nossas escolhas e vão-se perigosamente acumulando. Um dia, entrarão pelos estômagos adentro e já poderá ser tarde.
E há pessoas e instituições que nao aprenderam e que continuam a gastar o dinheiro do povo como se fosse seu...
ResponderEliminarNão é necessário ir tão longe. Veja o sítio onde trabalha, não tem dinheiro para nada que melhore a vida ou a estadia dos alunos ali, mas veja-se a estupidez de coisas em que é gasto o dinheiro publico. Cadeiras para Direção e Chefias , armários gigantes, novo sistema de cartões. Mas o que tinha o velho? estragou-se? mas se se estragou não se limitem a ouvir a dizer que foi isso que aconteceu, vão inspecionar. Quanto custou uma coisa destas? E das festas todas que para ali se fazem foram prestadas contas? Serviram para quê? Que benefícios viu a comunidade escolar?
ResponderEliminarOnde anda o conselho geral? Será que o Conselho geral se cala porque deve alguma coisa?
É muito lamentável e incompreensível. Entristece-me esse cenário.
ResponderEliminarNão o posso informar. Neste momento não faço parte de qualquer órgão do agrupamento de escolas.
DE onde vem tanto dinheiro, que pelos vistos só dá para essas coisas? Tudo o que tenha a ver com os miudos e secundarizado. Trata-se de esbanjar em tempo de crise. Trata-se de não aproveitar o que existe. Trata-se de favorecer a quem com estas compras? A quem foram estes bens adquiridos? O conselho geral que abra a pestana.
ResponderEliminarÉ muito mau
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