quinta-feira, 5 de abril de 2012

sem equívocos

 


 


 


Passos Coelho disse um rol de coisas em campanha eleitoral que não cumpriu. Até arrepia ouvir as declarações sobre os cortes nos vencimentos ou nos subsídios. Fez o contrário num registo que se pode considerar de inverdades e está a exercer de um modo semelhante ao seu antecessor. Lá terá as suas justificações e os últimos dias têm sido férteis em desculpas que não convencem e que só pioram a circunstância movediça.  


 


Perdeu-se a possibilidade de liderança demasiado depressa. A mentira é fatal e agrava-se quando nem o mais elementar erro é reconhecido. As lideranças afirmam-se num exercício corajoso nos momentos mais difíceis. Os cortes em subsídios, por exemplo, não são tão difíceis de tomar como se quer fazer crer. O que começa a evidenciar-se é o princípio ideológico tout court e a desorientação sobre o resultado que se vai obter. A situação pode mesmo agravar-se se a oposição mainstream não tiver qualquer credibilidade e se, por exemplo, as greves gerais e as grandes manifestações nao passarem de exercícios de faz de conta.


 


(Já usei este texto noutro post; adaptei-o, apenas)

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