Os últimos governos da AD lançaram, principalmente através do inenarrável concurso de professores, o primeiro e severo, porque mais mediatizado, descrédito no sistema escolar e abriram algumas portas aos atrevimentos que se seguiram. Bem sabemos que as pessoas não são, hoje, exactamente as mesmas, mas quem se decidir a comparar os membros dos diversos governos, e os tais chefes de gabinete, até na Educação, encontrará repetições. E depois existem os mesmos preconceitos ideológicos, mais ou menos acentuados.
O Ricardo Montes, do blogue Professores Lusos, faz um post que deve ser lido com toda a atenção (os comentários também). Há uma circular da DGAE que diz assim: "(...)"O estabelecimento de regras e princípios orientadores a observar na organização das escolas e na elaboração do horário semanal de trabalho do pessoal docente em exercício de funções no âmbito dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, bem como na fixação do crédito horário da escola e na distribuição do serviço docente correspondente para o ano escolar de 2012-2013, exige que todos os dados a serem exportados até ao próximo dia 8 de junho de 2012 estejam devidamente atualizados".(...)"
Se os professores relacionarem o estado das agregações de escolas com a rede escolar, a estrutura curricular e a distribuição de serviço docente, têm todos os motivos para aumentarem os níveis de ansiedade e de revolta. Haverá muitos professores com horário zero que, depois de serem deslocados, verão o serviço docente que lhe deveria ser distribuído entrar em concurso. E podíamos ficar aqui a noite toda a prever o desmiolo que parece aproximar-se.
Percebe-se assim a obsessão do MEC por "bons gestores" nas escolas, com formação especializadíssima em gerir números, mesmo que completamente arredados da prática docente.
ResponderEliminarNem sei por que não os contrata à Jerónimo Martins ou à Sonae...
:) Ana.
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