sábado, 19 de maio de 2012

redundância

 



 


 


O grau de redundância afere a qualidade de uma cultura organizacional. A gestão da informação, como pilar fundamental, tem de inscrever a repetição como a componente crítica a eliminar. Não há nada mais nefasto para o utilizador informado do que a inutilidade das tarefas.


 


São vários os exemplos que ilustram o baixo nível organizacional de uma escola: o encarregado de educação que disponibiliza o nome e o número de telefone no acto de matrícula e que sempre que participa numa reunião vê passar um papel onde é solicitada a inserção desses dados; o professor de educação especial que quando produz um documento público com um apoio educativo tem de digitalizar o nome do aluno; o professor director de turma que preenche os documentos febris inventados pela má burocracia (planos de recuperação ou projectos curriculares de turma) com repetição de dados que estão lançados numa qualquer base de dados. E podia ficar aqui a noite toda a apresentar exemplos.


 


Podemos afirmar: um grau civilizado acontece quando um nome (de aluno, de encarregado de educação, de professor ou de funcionário) é digitalizado apenas uma vez durante a sua permanência como elemento da organização. Deste simples exercício de avaliação pode retirar-se um mundo de conclusões.


 


(1ª edição em 18 de Outubro de 2010)

8 comentários:

  1. Conta-se aos milhões o número de vezes que se estudou e aplicou este ponto na nossa escola. Como é possível que tal seja ainda novidade ou, pior ainda, inovador, para tantos? Escrever o nome de um aluno e de um professor, de um encarregado de educação uma única vez no princípio da sua relação com a escola, revela sempre uma exímia qualidade do fluxo e sociabilização da informação. Constituirá sempre um indicador de profissionalismo. Sempre que algo diverso disto é pedido a alunos, professores e EEs, alguém algures está a ser uma de duas coisas: ou inepto ou inconsciente. Ao menos fosse isto uma opinião. Mas não. É iniludível. Factual.

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  2. Cláudia S. Tomazi Brasil - SC19 de outubro de 2010 às 11:40

    Interessante, este ponto de vista, Paulo, porque vivenciamos o boom da informatização, e face ao encantamento, dificilmente há críticas de forma a racionalizar o sistema organizacional.
    Aliás meus cumprimentos, pois os temas lançados em exposição abordando pontos da educação são de uma realidade significativa e assimilam detalhes pelo aprimoramento da qualidade.

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  3. Paulo G. Trilho Prudencio19 de outubro de 2010 às 19:30

    Viva Cláudia.

    Isso mesmo. Não é apenas uma problema da cultura organizacional de uma escola. A Isabel, o Rui e de certa forma o Valdemar conheceram bem um situação onde tal ocorreu e por isso os seus testemunhos.


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  4. É o desnorte de gente quase ignorante. Que pena!

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  5. Viva Cláudia.

    Isso mesmo. Não é apenas uma problema da cultura organizacional de uma escola.

    A Isabel, o Rui e de certa forma o Valdemar conheceram bem uma situação onde tal ocorreu e por isso os seus testemunhos.


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  6. Santo Onofre duplicado19 de outubro de 2010 às 22:00

    O quase é gentilieza...

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