O último documento do MEC sobre as agregações de escolas e agrupamentos tem uma nova denominação: desagregação. Querem ver que daqui a uns poucos anos os professores consultarão listas para confirmarem se a sua escola foi desagregada?
Todos os processos nas sociedades têm um pico. Já tivémos estabelecimentos de ensino e delegações escolares, seguiram-se escolas, unidades autónomas e agrupamentos e vamos em unidades administrativas e agregações. Talvez tenhamos chegado a um qualquer cimo e a primeira desagregação pode indicar a curva descendente.
Tirando o lado risível da formulação, é de considerar que a modernice do aumento de escala aplicado à gestão escolar não parará por aqui. Para além de estar decretado que para o ano seguem mais fases agregadoras, há toda uma lei orgânica da traquitana do MEC em permanente ebulição a que se associarão a divisão administrativa do país e a previsível desumanização das relações escolares.
A desconcentração ou descentralização de competências do poder central, e a consequente municipalização, obrigarão a rever o novo quadro criado com as duas primeiras fases das agregações. O que mais custa observar é o deserto de ideias em relação ao corte da despesa. A desorganização do território é inultrapassável e os modelos de gestão também. Portugal soma à supressão do tempo um sério problema de organização do espaço.
No poder central, e nos municípios, a única receita passa pelo financiamento à custa dos cidadãos. Desde os cortes salariais ao IMI, nada escapa à ausência do fundamental. Dá ideia que daqui por uns anos estaremos mais pobres e no mesmo lugar do início da crise.
começou a contar...
ResponderEliminarNessa altura teremos ainda menos (recursos) com mais (despesas), graças a andarmos a fazer cada vez mais com menos...
ResponderEliminarQuem sabe?
ResponderEliminarExacto Carlos VC.
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