terça-feira, 26 de junho de 2012

indicadores macro

 


 


 


A agenda mediática tem estado, ao que parece, preocupada com a fuga de professores do quadro do ensino não superior nos últimos anos. Foram mais de 23000 os que se reformaram sem serem substituídos e a grande maioria com fortes, e brutalmente injustas, penalizações.


 


Tudo começou em 2006 com a eliminação, sem qualquer constestação, da maioria das reduções da componente lectiva para o exercício de cargos. Percebeu-se, desde logo, que o sistema ficaria com menos 7000 professores e Maria de Lurdes Rodrigues tornou-se uma estrela macro e com carta branca para o disparate; santa, e macro, ignorância. Como é que uma decisão tão basal terá convencido tanto especialista em alta finança? É fácil. Basta olharmos para a blindagem dos contratos PPP e percebe-se de imediato. É tudo da mesma família.


 


Seguiu-se o monstro kafkiano. Professores titulares, avaliação do desempenho desmiolada e um rol de inutilidades e de má burocracia a preencherem a componente não lectiva dos professores e a darem razão aos que equiparam os professores portugueses aos escolhidos de outras guerras.


 


A saga continua e o desconhecimento macro vai fazendo escola embevecido com indicadores que podiam ser atingidos com as pessoas mobilizadas e em regime cooperativo. Mas já se sabe: estamos virados para o Atlântico e os nossos "especialistas" em gestão acham que só podem trabalhar com os "melhores" e que os outros, que nunca são eles, acabarão por optar pelo mergulho definitivo no referido oceano.


 


Em três anos há menos 23 mil professores no quadro, mas a contrato são mais 20 mil

1 comentário:

  1. Enquanto saem notícias como estas (e estas "Agora teremos nas escolas o milagre das 3 semanas" no 1º ciclo claro) o blog com mais entradas sobre educação, insiste no Ricardo Rodrigues 3 post's...

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