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terça-feira, 16 de julho de 2019

Mais ou Menos Décimas

 


A análise dos resultados dos alunos obedece a uma métrica inútil e algo ensandecida. Discutir a oscilação anual de décimas não devia ser deste tempo e é pena que as entidades responsáveis não dêem o exemplo. Têm o software SPSS da IBM - lançado em 1968 - que faz, com facilidade, regressões lineares múltiplas, a partir da escolha de variáveis independentes e dependentes, e permite conclusões sustentadas. Por exemplo, estou seguro que a distribuição geográfica da residência da maioria dos alunos das áreas metropolitanas, e das cidades com dimensão significativa, pode ser uma variável independente que influencia a variável dependente "resultado em qualquer prova ou exame". E isso leva décadas a mudar; e altera-se se houver vontade política continuada. É isso e a pobreza.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Da memória e da falta de professores

 


 


Já lá estamos. Se ler o que se segue, identificará o sítio onde nos apressamos a chegar.


 


Em 27 de Fevereiro de 2018 escrevi assim:


 



A OCDE concluiu que há professores na Europa a precisar de tutorias e há quem pense de imediato em Portugal(...). Discordo. Há países onde já não há professores, tal os tratos a que o grupo profissional tem sido alvo. No Reino Unido e na Alemanha, por exemplo e lido assim de repente, precisam de tutorias porque há pessoas sem formação académica, e muito menos profissional, que recorrem ao ensino "apenas" para terem um salário. Em Portugal, como em França ou Espanha, ainda não é tanto assim. Mas não tarda. Por cá, lá abrirão os telejornais com a falta de professores porque o estatuto da carreira se degradou. Quase que não existem alunos no não superior candidatos aos cursos de formação de professores e os excessos no tempo para a aposentação provocam baixas médicas em catadupa e uma atmosfera de substituições temporárias pouco apelativa.


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

homem médio

 


 


 


 


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Contactei com a formulação em título nos conselhos, sensatos para aquele contexto, diga-se, para sobreviver nos comandos: não te distingas, sê discreto e passa o mais possível despercebido. Vem isto a propósito da necessidade de reforma do estado social e da conversão à absolutização da estatística.

A sugestão para o tempo militar não subscreveu os modelos do tipo BPN ou BES. Nem as instâncias internacionais de supervisão detectaram milhares de milhões em fuga porque só tiveram olhos para a média; para o homem médio.

Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem diga que se deve levar muito a sério esta metáfora. O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única.

Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorreram a troika, advogam uma excelência da média como tal, seja na ordem do bem ou do belo: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos. Ou seja, é fundamental que as políticas olhem para além da média antes que esta se desloque para o extremo de mais baixos rendimentos.


 


2ª edição.



 

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Europa com falta de professores

 


 


 


 



A OCDE concluiu que há professores na Europa a precisar de tutorias e há quem pense de imediato em Portugal e no regresso dos professores titulares. Discordo. Há países onde já não há professores, tal os tratos a que o grupo profissional tem sido alvo. No Reino Unido e na Alemanha, por exemplo e lido assim de repente, precisam de tutorias porque há pessoas sem formação académica, e muito menos profissional, que recorrem ao ensino "apenas" para terem um salário. Em Portugal, como em França ou Espanha, ainda não é tanto assim. Mas não tarda. Por cá, lá abrirão os telejornais com a falta de professores porque o estatuto da carreira se degradou. Quase que não existem alunos no não superior candidatos aos cursos de formação de professores e os excessos no tempo para a aposentação provocam baixas médicas em catadupa e uma atmosfera de substituições temporárias pouco apelativa.

sábado, 1 de abril de 2017

Agora são tutorias para professores

 


 


 


OCDE veio dizer que há professores na Europa a precisar de tutorias e há quem pense de imediato em Portugal e no regresso dos professores titulares. Não é assim. Há países onde já não há professores, tal os tratos a que o grupo profissional tem sido alvo. No Reino Unido e na Alemanha, por exemplo e lido assim de repente, precisam de tutorias porque há pessoas sem formação académica, e muito menos profissional, que recorrem ao ensino "apenas" para terem um salário. Em Portugal, como na França ou na Espanha, ainda não é assim. Mas não tarda. Por cá, lá abrirão os telejornais com a falta de professores que começa a ser uma preocupação porque a insanidade organizacional, e os excessos no tempo para a aposentação nos do costume, provoca baixas médicas em catadupa.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Do homem médio

 


 


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Contactei a primeira vez com a formulação em título nos conselhos, sensatos para aquele contexto, diga-se, para sobreviver nos comandos: não te distingas, sê discreto e passa o mais possível despercebido. Vem isto a propósito dos especialistas que aconselham a enésima reforma de sentido único do estado social e para a conversão à absolutização da estatística.

A sugestão para o tempo militar não subscreveu os modelos do tipo BPN ou BES. Nem as instâncias internacionais de supervisão detectaram milhares de milhões em fuga porque só tiveram olhos para a média; para o homem médio.

Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora. O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única.

Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorreram a troika, advogam uma excelência da média como tal, seja na ordem do bem ou do belo: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos. Ou seja, é fundamental que as políticas olhem mesmo para além da média antes que esta se desloque para o extremo de mais baixos rendimentos.

sábado, 28 de maio de 2016

da blogosfera - o meu quintal

 


 



Como é que diz que se disse?


 



Nem mais.


 


E acrescento o comentário inserido neste post pelo Rui Farpas de Mascarenhas:


 



"Ai as estatísticas! Então as de “felicidade”… Mas embarcando no jogo delas, também se poderá dizer que elas “confirmam” que o paradigma escolar vigente está esgotado, mas (ainda) funciona graças aos professores e à sua dedicação e entrega."


terça-feira, 28 de outubro de 2014

fartinho destes estudos internacionais...

 


 


... e não é porque a OCDE veio dizer que temos professores e polícias a mais. Até a ministra das finanças já afirmou que os dados estão desactualizados.


 


O que se percebe é que a maioria desses relatórios, e salvo melhor opinião, servem para alimentar tecnocratas que estão a milhas, a quilómetros, das escolas, mas que têm que fazer os seus estudos.


 


Até se aceitam regressões lineares múltiplas desde que tenham a coragem de publicar as conclusões que nada concluem, e passe a redundância. Se a variável independente não é influenciada pelas dependentes escolhidas, que o digam e que não inventem conclusões de sentido único e ultraliberal. E vamos lá, também temos de gramar umas coisas assim de quando em vez para que o desemprego não seja praga também aí.


 


E há sempre a hipótese do Governo justificar porque é que à entrada de Novembro ainda não conseguiu colocar os professores. Francamente: nunca vi tanta incompetência em simultâneo.


 


 


 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

da prescrição do homem médio

 


 


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Contactei, que me lembre, claro, a primeira vez com a formulação em título nos conselhos que recebi para viver no serviço militar: não te distingas, sê discreto e passa o mais possível despercebido.


 


Vem isto a propósito do Governo, do recurso aos especialistas da troika para a enésima reforma de sentido único do estado social e para a conversão veneradora à absolutização da estatística. Só têm alguma atenuante se recorreram a Maquiavel. 


 


A sugestão para o tempo militar subscreve os modelos vigentes que não encontram espaço para as fraudes, que nos arruinaram, do tipo BPN ou BES. Nem as instâncias internacionais, e de supervisão mundial, detectam os milhares de milhões em fuga e só têm olhos para a média.


 


Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora.


 


O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única.


 


Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorreram a troika e os tecnopolíticos como Gaspar, advogam uma excelência da média como tal, seja na ordem do bem ou do belo: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos.


 


 


 


 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

o mec não se explica?

 


 


 


 


Há, pelo menos desde a década de setenta do século passado, literatura docimológica que aborda a transferência entre escalas na avaliação escolar.


 


Os conhecidos Viviane e Gilbert Landsheere introduziam conceitos de estatística elementar para fundamentarem os cuidados nessas transferências.


 


Por exemplo, a escala de 1 a 5 tem a média a meio do 3 (o 3 é o primeiro patamar da positiva escolar, digamos assim), enquanto que a escala de 0 a 20 tem o mesmo patamar no 10 ou a de 0 a 100 no 50. Numa transferência da escala de o a 20 para a de 1 a 5, o 10 não corresponde linearmente ao 3, uma vez que existem valores inferiores ao "meio do 3" que seriam positivos na avaliação escolar considerando a estatística elementar.


 


Apresentei um pequeno exemplo que é tido em conta com todos os cuidados pelos sistemas escolares há cerca de 50 anos.


 


E não é que um MEC, que enche o discurso de atestados de incompetência, principalmente em aritmética, aos seus professores e em pleno 2014, consegue pegar em duas escalas (de 0 a 20 e de 0 a 100), somar a classificação que um individuo obtém em cada uma delas, dividir por dois e achar que, assim, o produto corresponde a um peso de 50% em cada uma das classificações.


 


 


 


 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

o homem médio como prescrição estatística do homem comum

 


 


 



 


 


 


Que me lembre, contactei a primeira vez com a formulação em título nos conselhos que recebi para viver bem no serviço militar: não te distingas, sê discreto e passa o mais possível despercebido.


 


Vem isto a propósito do Governo que ainda temos, do inclassificável (só têm alguma atenuante se recorreram a Maquiavel) recurso aos especialistas da troika para a enésima reforma de sentido único do estado social e para a conversão veneradora à absolutização da estatística. A sugestão para o bom tempo militar subscreve os modelos vigentes que não encontram espaço para as fraudes do tipo BPN e que nos arruinaram. Nem as instâncias internacionais, e de supervisão mundial, detectam os milhares de milhões em fuga e só têm olhos para a média.


 


Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora.


 


O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única. Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorrem a troika e ao que parece os tecnopolíticos como o ministro das finanças, advogam uma excelência da média como tal, seja na ordem do bem ou do belo: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos.


 


 


 


 


1ª edição em 1 de Novembro de 2012


 


 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

o expresso da meia-noite e os automóveis

 


 


 


 


Estou a ver o expresso da meia-noite na SICN onde se faz um rescaldo do congresso do PSD. A jornalista (?) Maria João Avillez faz uma defesa acérrima do Governo e resolveu apresentar dados sobre pessoas. Disse-o assim para enaltecer as preocupações humanistas do seu governo. Foi taxativa: "o consumo de automóveis subiu 12% em 2013, o que significa que 12% de pessoas se sentiram em condições de comprar um automóvel novo". Esta inenarrável conclusão estatística deve ser influenciada pelas aprendizagens com o livro sobre Gaspar (o premiado pela relação entre os erros em excel e o empobrecimento inapelável de populações pouco numerosas e com excesso de automóveis).


 


Para compensar, aconselho a crónica de Pedro Xavier Mendonça, no expresso online, "O automóvel como centro do mundo".


 


 


"O automóvel é todo um mundo. Não só cria uma cultura e uma economia, como novos códigos de ação e mais aprofundadas esferas ocultas. Passo a explicar.


Cria uma cultura porque surge no centro das cidades. Alarga o espaço urbano para nele melhor caber, como parecia prever o Marquês de Pombal. É ícone do progresso industrial e da liberdade individual, basta ver a América. Mostra diferenças sociais e conquistas pessoais - "o meu carro é melhor do que o teu". Concentra nos seus diferentes tipos e acrescentos um elogio à tecnologia como poder, performance e estilo, como é exemplo a subcultura tuning.(...)"


 


 


 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

do homem médio

 


 


 


 



 


 


Que me lembre, contactei a primeira vez com a formulação em título nos conselhos que recebi para viver bem no serviço militar: não te distingas, sê discreto; passa o mais possível despercebido.


 


Vem isto a propósito do Governo que ainda temos, do recurso aos especialistas da troika imposto pela actual maioria, para a enésima delapidação de sentido único do estado social e para a conversão veneradora à absolutização da estatística. A sugestão para "viver bem no serviço militar" subscreve os modelos vigentes que não encontram espaço para a denuncia consequente das fraudes do tipo BPN que nos arruinaram. Nem as instâncias internacionais, e de supervisão mundial, "detectam" os milhares de milhões em fuga e só têm olhos para as médias populacionais (o pico descrito por Gauss); mesmo que se prove que o pico financeiro está cada vez mais longe do pico populacional.


 


Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora.


 


O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única. Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorrem a troika e os tecnopolíticos como o ex-ministro Gaspar, advogam uma excelência da média como tal: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos.


 


 


 


 


Já usei parte deste texto noutro post.


 



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

infernal

 


 


 


A patologia da medição está a eliminar a cultura humanista associada ao ensino. Há várias explicações para o fenómeno e podemos evidenciar umas quantas: os decisores macro estão viciados em indicadores quantitativos, perderam a noção de ser humano e alimentam-se de dados que não se comovem com a qualidade das relações; a promoção da desconfiança entre as pessoas é arma principal do inferno da medição.


 


Se foi a corrupção ao estilo americano que nos empurrou para onde estamos, como disse Joseph Stiglitz, também é proveniente do mesmo sítio a paranóia quantitativa e actual que quer controlar as populações em benefício de quem vive em ambiente desregulado.




A estatística pode ser lida assim:




"(...)Em poucos anos, ela consegue essa coisa extraordinária: dar uma identidade colectiva a uma massa de consumidores-prestatários, por natureza pouco inclinada à solidariedade e tão obstinada quanto o pode ser uma barcaça carregada de preconceitos. Ela aparece sempre, portanto, como fragilizada, oscilando entre o securitário e o humanitário, e sempre ameaçada pela implosão ou a desagregação. A elite consensual percebeu bem que esta fragilidade podia, por meio da trucagem do homem médio, transformar-se numa prodigiosa força de coagulação. É esse o segredo da estabilidade da famosa maioria silenciosa: as gerações e os inimigos passam, mas as maiorias silenciosas permanecem, fiéis reservatórios do conservadorismo sempre mobilizáveis por uma causa justa.(...)" Gilles Châtelet (1998:84)






1ª edição em  2 de Setembro de 2012

sábado, 9 de novembro de 2013

Devia ser óbvio para atenuar a alucinação

 


 


 


 



 


 


"Os rankings apenas mostram a qualidade dos alunos que fazem os exames e não nos permitem inferir se a escola trabalha bem ou mal" é a óbvia conclusão de dois investigadores e o destaque do Público online sobre os rankings 2013.


 


Sempre foi evidente que ao neoliberalismo vigente interessava lançar para a opinião pública rankings de resultados de exames a coberto de uma qualquer primazia dos estudos empíricos.


 


Sabemos, há muito, que há mais vida para além disso.


 


Conheço conclusões semelhantes às destes investigadores datadas das décadas de 50 e 60 do século passado. Michael Scriven, Daniel Stufflebeam, Gilbert e Viviane Landsheere e alguns outros concluíram nesse sentido e sem qualquer desprezo pelos estudos empíricos. Aliás, os investigadores ouvidos pelo Público sublinharam outro aspecto óbvio: são muito difíceis os estudos empíricos credíveis e mais ainda em Educação.


 


Uma prática que caiu em desuso neste domínio, foram as análises de conteúdo a entrevistas realizadas aos denominados "experts" (com vastos conhecimentos do terreno). Foi pena. É preciso recuperar esse tipo de estudos. Por exemplo, e vou usar pessoas de uma área política em que jamais me situarei, confio muito mais numa análise de conteúdo a uma entrevista a Adriano Moreira do que numa regressão linear múltipla a um modelo de Vítor Gaspar.


 


Deve ser por isso que não se conhece qualquer "expert" (no sentido dos fundamentos teóricos e da vasta experiência e não no sentido jocoso em voga) em Educação a defender as políticas que são perseguidas em Portugal desde 2005 (até desde 2003) e que se acentuaram de forma trágica a partir de 2011.


 


 


 


 


 


 


 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

e não tem sido apenas com os dados dos salários

 


 


 


 


 


Os relatórios produzidos com números governamentais têm dados deturpados. Claro que interessa apurar a origem da mentira. Do célebre relatório FMI, o passa culpas está entre o Governo e o próprio FMI. É risível esta troca, uma vez que o Governo orgulhava-se de influenciar o FMI com os seus dados, os seus ministros e os seus inúmeros assessores. Há também alguma oposição aos berros, embora, e nalguns casos, um bocado tardios. Normalmente esperam que o mal esteja quase todo feito para beneficiarem de algum estado de graça se o poder lhes cair no colo.


 


Na Educação passou-se a mesma falsificação de dados e foram denunciados de imediato pelos bloggers. O MEC é vezeiro nestas trapalhadas (para sermos brandos) que têm sempre uma característica com escola nos denominados hipermercados: os confessados enganos são sempre em desfavor dos clientes. Tanto chico-espertismo também enjoa.


 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

e ainda não se divulgaram os números de 2013

 


 


 




 


Como se constata pensando um bocado, o decréscimo de 1% dos alunos do ensino básico será mais influenciado pela emigração do que pela natalidade. Mas este decréscimo não justifica a redução de cerca de 10% no número de professores no mesmo período, com incidência na inadmissível condição dos professores contratados. É até sei lá o quê que o ano lectivo se volte a iniciar com um elevado número de alunos por turma associado à redução da carga lectiva dos alunos. Ou seja: reduzimos a quantidade e a qualidade.


 



 


Como sempre se disse, haverá um aumento do número de alunos no 3º ciclo e no ensino secundário.


 



 


 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

ainda o número de alunos

 


 


 


 


Não temos excesso de professores e já só mesmo por fanatismo ideológico se pode afirmar o contrário.


 


A relação entre a natalidade e o número de matrículas também tem sido objecto de manipulação por parte dos defensores do Estado mínimo.


 


Primeira e óbvio conclusão: se em 2103 nascerem muito menos crianças, esse decréscimo só influenciará os números do 1º ciclo em 2019 e, ainda como exemplo, os do ensino secundário em 2028.


 


O Gráfico que se segue, sobre a taxa bruta de natalidade evidencia uma forte quebra de 1970 a 1990. De 1990 a 2010 existiu uma ligeira descida (com oscilações, por exemplo em 2010 a taxa é superior a 2009) que poderá ou não ser contrariada, embora os fluxos migratórios (são imensos os que saem e quase ninguém entra) e o empobrecimento indiciem uma tendência negativa.


 


 



 


 


Se olharmos para os números da frequência de alunos neste milénio, verificamos que as matrículas sobem em todos os ciclos com excepção do 1º.


 


Se considerarmos os pressupostos já enunciados e se nos lembrarmos que a taxa de natalidade foi sempre subindo na segunda metade da última década do milénio passado, concluímos que as diferenças são pouco relevantes e que estão muito longe da anunciada redução de 200 mil matrículas.


 


 


 


 Na tabela que se segue com a frequência do pré-escolar neste milénio, verificamos o número mais elevado em 2011.



 


Na tabela seguinte com a frequência de todos os ciclos (omiti o secundário porque tem sido detalhado noutros posts), quem quiser relacionar as matrículas com a taxa de natalidade, verificará várias incoerências: por exemplo, nem sempre os anos de subida da taxa implicam mais frequência uns anos depois.


 



 


O gráfico seguinte indica a frequência em todo o sistema esscolar.


Se olharmos para os últimos 10 anos, verifiicamos tantas subidas como descidas.


 


quarta-feira, 17 de abril de 2013

a tragicomédia numa folha excel

 


 






Quem passa pelo blogue há mais tempo sabe que considero o conjunto de poderosas aplicações do Microsoft Office (pode ler os posts neste etiqueta) como inaptas para a gestão de informação em redes, seja numa escola ou noutra instituição. Advogo até a proibição.


 


O que não imaginava é que o FMI baseava as decisões que influenciam a vida milhões de pessoas no Excel. Bem sei que há decisores como o presidente do Eurogrupo (que está em sintonia com o FMI e com as políticas austeritaristas) que declaram mestrados falsos, mas numa Faculdade de Economia portuguesa os alunos já fazem a parte empírica dos mestrados com o SPSS. Pelo que se percebe, na celebrada Harvard produzem-se altos estudos mundiais estatísticos em Excel.


 


Mas a tragicomédia baseia-se num bug do excel que está a fazer correr muita tinta (pode ler aqui o arstechnica onde recolhi a imagem ou o JN). Há um erro na fórmula que sustenta as políticas de austeridade que têm arruinado as economias. O assunto é mesmo grave.


 


Como se vê na imagem, a fórmula para calcular a média inclui as linhas 30 a 49 da coluna L, mas a operação só considera as linhas 30 a 44. O que faz toda a diferença e nos leva a imaginar a competência das restantes decisões.