quarta-feira, 27 de junho de 2012

professores contratados descartáveis

 


 


As escolas conseguem, obviamente, organizar as tarefas do período de transição entre anos lectivos sem os professores contratados, mas deixar ao critério de cada escola o momento de cessação desse tipo de contratos provoca injustiças salariais e na contagem de tempo de serviço para concurso. Até aqui os contratos terminavam todos a 31 de Agosto.


 


Todos sabemos que a situação financeira é de bancarrota e que a contenção também se faz nos detalhes. Mas deviam existir limites e os contratos com o Estado nao podem ser só blindados para as PPPs com o esfarrapado argumento da imagem internacional por devermos a bancos estrangeiros (também alemães e naturalmente competentes e atentos ao que assinaram) que foram coniventes na corrupção. Mas já sabemos como os governantes portugueses são apenas fortes com os fracos. Não somente os números nos governam, como nos mostram como o mundo é governado (Goethe).


 


Os professores contratados têm sido usados como "cobaias" negociais entre governos e sindicatos e são tratados como seres precários desprovidos de direitos. A retórica, mais uma vez, não coincide com a realidade.


 


Recebi por email devidamente identificado, e com autorização de divulgação, a seguinte informação:


 


"É lamentável que nada se faça para combater a precariedade dos professores contratados. A grande maioria dos cortes são feitos nos Ensinos Básico e Secundário, por governos anteriores e pelo actual, por motivos economicista e os assuntos pedagógicos vão piorando. A burocracia atingiu no Ensino a sua expressão mais alta.
Há professores a quem nem o mês de Julho é pago na totalidade, dependendo totalmente das novas diretrizes emanadas pelo MEC. A título de exemplo, considera-se que um professor que substitui um professor aposentado acabe o seu contrato quando a escola já não precisa dele(a) e não a 31 de Agosto."

5 comentários:

  1. Viva Paulo,
    julgo que a cessação do contrato não depende apenas do arbítrio de cada escola. Pelo que sei, as "orientações" vão no sentido de que todos os contratos iniciados depois de 1 de setembro terminem logo que não haja serviço a distribuir ao docente.
    Bem sei que direções mais "corajosas" podem sempre solicitar "trabalhos a mais", seguindo a prática em que se especializaram os patos-bravos e outras congregações de sucesso e "empreendedoras" do nosso país. Mas é preciso que alguém tenha "tomates"...
    Abraço
    F.

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  2. Os que faltaram aos lutadores-avaliadores-relatores?

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  3. O que está em causa Francisco, é exactamente :"Pelo que sei, as "orientações" vão no sentido de que todos os contratos iniciados depois de 1 de setembro terminem logo que não haja serviço a distribuir ao docente."

    É Paulo :)

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  4. Boa tarde,

    O que fazem aos contratados é uma vergonha. Este ano, pela primeira vez em 9 anos de serviço, queriam mandar-me para casa no final das reuniões de avaliação com os Encarregados de educação, mesmo havendo reuniões de departamento nas quais tinha que participar. Eu e os colegas contratados do meu agrupamento tivemos que bater o pé e "mendigar" mais uns dias de serviço. E o mais engraçado é que estou a substituir uma colega que está de licença de maternidade e só se apresentará no próximo ano letivo, ou seja a necessidade será até 31 de agosto. Se nenhum contratado se apresentasse no início do ano letivo, aí sim, iam ver se fazem falta ou não.

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