sábado, 23 de junho de 2012

realidade

 


 


 


O nosso sistema escolar tem sido constantemente devastado por mudanças. A ausência de "realidade" é a crítica mais comum a quem tem governado. Os ideias e os imaginários são as localizações dos "reformistas".


 


Há dois modos, que se associam, de não mexer na realidade: o utopismo e o empirismo (Tocqueville). Parece que estamos sempre, e sucessivamente, a sair de um para entrarmos imediatamente noutro. O utopismo só de forma ilusória acelera o movimento da realidade e o regresso ao patamar inicial acaba por se impor e o empirismo não trava o seu curso e termina dominado pelo dinamismo da sociedade. O que já sabemos, e em ambos os casos, é que a realidade é deixada ao acaso.


 


 

2 comentários:

  1. Se bem me lembro, Tocqueville apela a que os cidadãos exerçam uma acção política organizada, adequada à sua realidade, ou seja, defende o princípio de que a actuação na esfera pública é o acto mais importante de cada cidadão, para que a liberdade não se perca por acomodação, o que acontece cada vez menos em Portugal.
    Infelizmente, até dá ideia de que os poucos que o fazem se aproveitam da letargia dos demais, dando, livremente, asas aos seus imaginários utópicos ou empíricos.

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