Os meus textos e os meus vídeos
segunda-feira, 22 de agosto de 2022
domingo, 26 de maio de 2019
Fórmulas

Em qualquer fórmula governativa, a recuperação de todo o tempo de serviço dos professores nesta legislatura teria o mesmo destino. A direita evocaria uma impossibilidade financeira e a esquerda uma possibilidade inatingível. A realpolitik ditou: o objectivo da esquerda é impedir a fuga de votos, como ficou claro na assinatura parlamentar de Outubro de 2017 (em que PS, PCP e BE, - e claro Verdes, PAN, PSD E CDS -, e depois em acordo com os sindicatos, acordaram uma recuperação total que sabiam que não se cumpriria; todos sabiam, como sublinhou o PR em Novembro de 2018: "Belém só analisará a questão dos professores depois se ter pronunciado sobre o novo Orçamento de Estado.").
Importa inscrever alguns pontos prévios: foi em Fevereiro de 2014 que se mediatizou a Parvalorem.SA, criada para "nacionalizar" o BPN, por causa da intenção de venda dos Miró; como o nome sugeriu, foi uma espécie de "façamos os populares de parvos" (aliás, quatro anos depois, em Julho de 2018, soube-se que "a Parvalorem (o Estado) atribuiu 23 “viaturas familiares” topo de gama, a 23 ex-gestores do BPN, e paga ainda o combustível, até 300 euros por mês, seguros e parques de estacionamento); este post é apenas para que conste e para que não façam os professores de Parvalorem.SA; publico-o numa hora que não influenciará qualquer voto; as eleições são europeias, mas as conclusões são nacionais se a necessidade o impuser.
Nota: a abstenção terá alguma relação com a generalização de fenómenos "parvalorem.sa"; fui, como sempre, votar; imagem: segundo quadro de um desenho do Antero de 04 de Fevereiro de 2014.
sexta-feira, 3 de maio de 2019
Um Resumo da Realpolitik em Tempo Eleitoral
Uma nota captada no facebook do Miguel Pinto: ""Partidos impõem novas regras à banca... sem o PS. Banco de Portugal obrigado a divulgar identidade dos grandes devedores aos bancos ajudados pelo Estado. (Artigo publicado na edição semanal do Expresso de 22 de Dezembro)". Não houve nenhum sismo e não acabou o mundo."
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
da geringonça, do algoritmo e da realpolitik
A luta partidária é o que é, a situação de protectorado do país bem conhecida, os credores não se comovem, mas sejamos claros: a geringonça alterou o algoritmo: “Está para aparecer algum Governo PSD/CDS que tenha melhor défice e menor dívida pública”.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
da dança
Gosto de bailado.
Recordo com saudade a companhia de dança da Fundação Gulbenkian e coreografias inesquecíveis.
sábado, 24 de dezembro de 2016
saudades
Gosto de bailado. Tenho saudades da companhia de dança da Fundação Gulbenkian. Algumas coreografias foram inesquecíveis.
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Da vida interna do partido do Governo?
Os governos de Sócrates (JS) foram desastrosos para a escola pública. Até 2007, JS era o primeiro-ministro "que a direita desejava" e que a esquerda não via. Com a bolha imobiliária, tudo mudou. Os indicadores financeiros derraparam, a governação desorientou-se, a europeia também, e a "festa" acabou em protectorado. Poucos anos depois, o ex-primeiro-ministro foi detido. À justiça o que é da justiça (com escrutínio, obviamente) e o meu julgamento do político tem os dados essenciais: o que JS confessou e o exercício de cargos governativos. O PS tenta recuperar a imagem de JS e algumas pessoas indignam-se? A política partidária (ou é a essência da realpolitik?), e o seu financiamento, permite-o e o que falta saber é se a praxis política não é também estas solidariedades.
domingo, 24 de julho de 2016
Isto sim: é notícia
Um ex-Presidente a avisar que dirá o que ainda não se sabe? Um ex-Presidente a insinuar que se passaram coisas graves que não são do conhecimento público? É surpreendente. Cavaco Silva, poucos meses depois de deixar o cargo, afirmou ontem que "(...)saiu "de consciência bem tranquila" de Belém e referiu que muita coisa não se sabe sobre a forma como exerceu funções, mas não quis agora "fazer revelações"(...)". O desenho ajuda a interrogação: nem um ex-Presidente resiste ao estatuto de "encostado às cordas"?
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
da realpolitik e das presidenciais - 1
Independentemente do efeito eucalipto à direita provocado por Marcelo, era expectável uma segunda volta. Não aconteceu por 2,5%, se tanto. Por muitas análises que se façam, há uma responsabilidade objectiva do PS nesse facto. Maria de Belém, com todo o direito a candidatar-se, obviamente, surgiu aos olhos dos eleitores como a anti-costistas apoiada pelos "seguristas" (digamos assim, porque não sei se esses legados existem). Partiu com 16 ou 17% e finalizou com 4%. Para onde foram os cerca de 12% dos votos? Uma parte significativa para Marcelo e ponto final. Não tivesse sido assim, estaríamos a disputar uma segunda volta e nunca se sabe o que aconteceria.
O que aconteceu com Maria de Belém? Se partiu com o apoio dos "seguristas", perdeu-o a meio da caminhada porque não quis assumi-lo. Como esses eleitores eram anti-costistas, tornaram-se anti-Nóvoa e votaram em Marcelo. Foi pena que não tivessem apoiado Sampaio da Nóvoa. Em consciência, era natural que o fizessem. O que é mais risível e incompreensível (para quem observa de fora), é que, na vigência de Seguro à frente do PS, António Sampaio da Nóvoa coordenou as principais acções da Educação, teria apoio para as presidenciais e não interferiu minimamente na luta interna dos socialistas. Ou seja, Sampaio da Nóvoa foi "vítima" da desorientação no maior partido do centro esquerda. Aliás, a confusão ideológica marca a história recente do PS e olhar para as políticas da Educação ajuda a compreender o fenómeno. Mas isso fica para um próximo post.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
coreografias e coreografias
Gosto muito de bailado. Tenho saudades da companhia de dança da Fundação Gulbenkian. Algumas coreografias foram inesquecíveis e mereceram ser notícia.
E lembrei-me disso quando questionei há pouco os critérios jornalísticos que levaram a que esta outra coreografia fosse notícia. Que raio de coisa, realmente.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Passos Coelho reivindica o novo BCE?
Realmente, a realpolitik não tem limites. Ouvir Passos a reivindicar o "novo" BCE por causa do aluno-sem-ondas é uma espécie de cúmulo do descaramento.
Para além de tudo, e olhando para o presente, a queda do défice em 1760 milhões foi feita à custa de coisas-que-tinham-que-ser-desde-que-fossem-nos-familiares-dos-outros como a seguinte:
"mais de 57% dos desempregados não têm acesso ao subsídio de desemprego".
quinta-feira, 3 de abril de 2014
um exemplo da realpolitik
A experiência diz-nos que as campanhas eleitorais são muito parecidas e que não é por acaso que a democracia está suspensa e que as contas do país estão capturadas pela corrupção sistémica. Veja um vídeo de campanha do PS para o 1 de Abril de 2014 e diga lá se não encontraríamos vídeos do género nas mais diversas campanhas. Só Assis dava um estudo de caso. Mas convenhamos: Passos Coelho atinge um pico qualquer e devia viajar, com o seu Governo, só com ida.
terça-feira, 25 de março de 2014
confirma-se o regresso de relvas
Na segunda-feira passada (17 de Março de 2014), e no programa prós e contras, dei com a presença dos dois ultraliberais descomplexados competitivos ilustrados na imagem fotografada no meu televisor. Sinceramente que pensei: há aqui um dedo de Relvas.
Já tinha estranhado o cancelamento sucessivo da "quadratura do círculo" noutro canal para dar lugar a três ou quatro horas ininterruptas de linguajar sobre a cor das caneleiras dos jogadores de futebol. No Domingo, percebi, na imprevista entrevista conduzida por Rodrigues dos Santos, que José Sócrates foi empurrado para os limites da irritação e o alinhamento do telejornal de ontem à noite tirou-me as dúvidas: Relvas ou a sua escola estão de regresso.
segunda-feira, 3 de março de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
fatais
A história da economia política registará os resultados actuais de Portugal como decorrentes das subidas das economias dos EUA e da Europa associadas aos cortes a eito nos do costume e à protecção da minoria que vai ganhando sempre. A presença do Tribunal Constitucional talvez tenha ajudado a encurtar a depressão. E é evidente que os calendários eleitorais também fazem milagres.
A propaganda da maioria que governa é apenas uma alínea da realpolitik que desespera uma oposição que usaria a mesma cartilha se governasse. Há inúmeras figuras da oposição que usaram técnicas parecidas em tempos recentes.
Como há pouco tempo escrevi,(...)em 1983, e depois de muita discussão pública, houve um corte no subsídio de Natal e as contas do Estado ficaram equilibradas para uma década. Desta vez, vamos entrar no quarto ano de cortes a eito em salários, subsídios e pensões, registamos despedimentos em massa e um aumento inaudito de impostos.(...). Há ainda milhares de eleitores que sentem na pele a emigração jovem. Estas evidências são fatais, impossíveis de esconder e a maioria sabe-o.
sexta-feira, 8 de março de 2013
sempre que
Sempre que o Governo está em apuros, é convocado um especialista em "sound bites" ou propaganda. Dá ideia que Relvas e Borges fazem parte desse elenco.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
do estado em que estamos
Quando se pensa na possibilidade do PCP ou do BE integrarem governos equaciona-se a aliança com o PS. Mas será que esses partidos podem confiar no filiado na internacional socialista?
Olhemos para os anos mais recentes.
De 2005 a 2011 o PS foi dominado por Sócrates. Era natural que, pelo menos depois de 2008, se tivesse percebido que Sócrates era uma espécie de ultraliberal.
Mas não. Havia inúmeros beneficiários do aparelho do PS (militantes e não militantes) que apoiavam efusivamente Sócrates. Por mais que agora se disfarcem, esse passado recente é gerador de fundada desconfiança.
Repare-se no que Mário Soares revelou a Joaquim Vieira:
"(...)José Sócrates festejou a derrota de Manuel Alegre nas presidenciais de 2011 e estava a ponderar uma aliança com o PSD, pouco tempo antes de os sociais-democratas chumbarem o PEC IV. São factos revelados por Mário Soares em entrevistas a Joaquim Vieira, autor da biografia Mário Soares – Uma Vida, ontem posta à venda.
A euforia de Sócrates com a derrota nas presidenciais de 23 de Janeiro de 2011 chocou Soares, apesar de este estar então de relações cortadas com Alegre. O antigo Presidente da República recorda a conversa com Sócrates nestes termos: «No dia seguinte à vitória do Cavaco, chamou-me lá [à residência oficial]. Eu chego e o gajo estava radiante, bem-disposto. E a primeira coisa que diz foi: ‘Ó Mário, acabámos com aquele [insulto]’. E eu disse: ‘Eh pá, não gosto disso».
Na ocasião Soares também desaprovou a nova táctica do primeiro-ministro, que após celebrar a derrota definitiva do rival planeava «uma grande aproximação aos gajos do PSD».(...)"
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
estado da arte - 2
Passos Coelho diz que a derrapagem financeira é conjuntural para defender como estrutural o caminho ultraliberal do Estado mínimo. Foge duplamente à verdade. Tenta ocultar a mudança de política a que se viu obrigado e "engana" as suas convicções.
estado da arte - 1
Há analistas que elogiam o desempenho político do Governo e classificam como mau o seu exercício económico. Consideram que o executivo falhou em todos os indicadores financeiros, mas que é habilidoso na ocultação da verdade. Ou seja, a política é a arte de mentir com elevado grau de encenação.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
mais do mesmo
Estamos na bancarrota e a coligação que suporta o Governo só agora é que vai criar uma comissão de coordenação? Seria lamentável em qualquer altura, mas nos tempos que correm isto é uma falta de respeito impensável e um exemplo de ausência de profissionalismo. Foi para isto que os partidos andaram décadas a formar políticos profissionais e a promover universidades de verão?
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