domingo, 3 de junho de 2012

tráfego e alunos

 


 


 


O que mais indigna os especialistas nas PPP´s das estradas, para além dos negócios de terrenos e das obras a mais, são os contratos leoninos que delapidam as contas do Estado por causa da variável tráfego. Quando se estabeleceram os valores da circulação de x veículos por y unidade de tempo, o Estado comprometeu-se a pagar se houvesse defeito. Ou seja: se se estabeleceram vinte veículos por hora, mesmo que se suspeitasse que não circulariam mais do que dois, o Estado paga os dezoito em falta. Segundo os especialistas, nos EUA, por exemplo, o compromisso do Estado é igual a zero veículos.


 


Qual é a relação que as estradas têm com o ensino?


 


Se quem representa o Estado, ao nível central ou local, estabelecesse um contrato semelhante com as cooperativas de ensino, as consequências que essa decisão teria nas políticas da rede escolar, da agregação de escolas e agrupamentos e noutras matérias associadas, seriam naturalmente nefastas. Vamos acreditar que isso não acontece, até porque veículos e alunos são matérias distintas para os nossos governantes, e que o exercício que enunciei não passa de uma mera teoria da conspiração num país que acordou tarde, se é que acordou mesmo, para as matérias desse género.

2 comentários:

  1. Boa! Para quem sabe o que se passa, claro!
    Porque achas que não convém à Câmara mudanças na rede escolar. É uma vergonha. O colégio não faz sentido existir. Há vagas no público. Quem quer colégio.... que pague.
    Por que será que só na 2ª feira a Câmara decidiu o parecer apesar de não ser vinculativo?
    Por que é que o colégio não esteve na reunião de rede?
    NEGOCIATAS VERGONHOSAS.
    Professores no público sem emprego e professores a serem explorados no privado, como eu sei de alguns que tinham perto de 300 alunos e 11 turmas.
    E mais não digo porque posso perder o sono.

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