Se as privatizações correrem bem a António Borges a sua missão estará cumprida. E convenhamos: o país do sul da Europa que mais cortou nos salários, e que vende em conta, está a ficar em condições para voltar a produtos como o subpraime e gerar lucros interessantes. Ainda por cima os offshores continuam a passar pelos pingos da chuva.
O exercício de charme que António Borges fez, ontem, no Prós e Contras, e praticamente sem contraditório, serviu para atenuar as últimas afirmações e passar a imagem antiga do homem pragmático não ideológico. A coisa foi de tal monta que estive sempre à espera que apelasse, também por exercício pragmático, ao voto no Syriza grego.
O seu optimismo, e todos esperamos que tenha razão, é uma repetição de 2007 ou 2008, quando apareceu como um homem providencial que tinha inventado o subpraime. A hecatombe fez com que imergisse durante anos para reaparecer agora novamente em passo fantasma e anunciando o regresso à felicidade no ano anterior às próximas legislativas.
António Borges: "Ninguém pode ser a favor de um país de gente pobre"
Esse é outro murcão chico-esperto, carago!!! A malta a Norte anda com sinais de impaciência...
ResponderEliminarAntónio Borges é uma espécie de “case study” ainda por desvendar.
ResponderEliminarA regra de ouro tem permitido a muitos incompetentes, com elevadas responsabilidades em comprovados fracassos em Portugal, emigrarem para instituições de espectro internacional, com cargos de muita notoriedade à sua espera. António Borges fez o percurso inverso. Porquê? É o que ainda não sabemos (na totalidade).
Numa coisa confio e concordo em absoluto com o que António Borges diz nesta entrevista: “diminuir salários não é uma política, é uma urgência”. O dele é escandaloso demais para ser verdade.
Força aí, meu caro.
ResponderEliminar:) Ana. Ver se construo o seu contributo :)
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