terça-feira, 12 de junho de 2012

tratamento de imagem

 


 


 


Se as privatizações correrem bem a António Borges a sua missão estará cumprida. E convenhamos: o país do sul da Europa que mais cortou nos salários, e que vende em conta, está a ficar em condições para voltar a produtos como o subpraime e gerar lucros interessantes. Ainda por cima os offshores continuam a passar pelos pingos da chuva.


 


O exercício de charme que António Borges fez, ontem, no Prós e Contras, e praticamente sem contraditório, serviu para atenuar as últimas afirmações e passar a imagem antiga do homem pragmático não ideológico. A coisa foi de tal monta que estive sempre à espera que apelasse, também por exercício pragmático, ao voto no Syriza grego.


 


O seu optimismo, e todos esperamos que tenha razão, é uma repetição de 2007 ou 2008, quando apareceu como um homem providencial que tinha inventado o subpraime. A hecatombe fez com que imergisse durante anos para reaparecer agora novamente em passo fantasma e anunciando o regresso à felicidade no ano anterior às próximas legislativas.


 


António Borges: "Ninguém pode ser a favor de um país de gente pobre"

4 comentários:

  1. Fausto Viegas (Norte)12 de junho de 2012 às 20:40

    Esse é outro murcão chico-esperto, carago!!! A malta a Norte anda com sinais de impaciência...

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  2. António Borges é uma espécie de “case study” ainda por desvendar.

    A regra de ouro tem permitido a muitos incompetentes, com elevadas responsabilidades em comprovados fracassos em Portugal, emigrarem para instituições de espectro internacional, com cargos de muita notoriedade à sua espera. António Borges fez o percurso inverso. Porquê? É o que ainda não sabemos (na totalidade).

    Numa coisa confio e concordo em absoluto com o que António Borges diz nesta entrevista: “diminuir salários não é uma política, é uma urgência”. O dele é escandaloso demais para ser verdade.

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  3. :) Ana. Ver se construo o seu contributo :)

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