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quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Do Tempo


A aceleração do tempo dificulta a percepção dos momentos de curto, médio e longo prazos (opinião pública, legislatura e constituição). A discussão à volta do orçamento do Estado tem o tempo da opinião pública. É, principalmente, um exercício retórico que governos e oposições usam com oportunidade mediática. Há, no tempo vigente em Portugal, uma sensação interessante. A sobrevivência da constituição parece um contraponto à prevalência avassaladora da opinião pública.


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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

da escola do Goldman Sachs

 


 


 


É a escola do Goldman Sachs. "Oferece 15.000 milhões" por 30.000 milhões de imparidades (registado muito superior ao executável). É o resultado do crédito de neutrões. Ou seja, a bomba de neutrões, a última variante da bomba atómica, é um pequeno dispositivo termonuclear que "só" destrói os organismos vivos. Nessa linha, o Goldman Sachs criou o subprime, também conhecido por crédito de neutrões, que endividou a classe média e levou-a à falência com o edificado intacto. Recupera-o na desesperada banca intermédia por metade do preço e espera que o executável suba.


 


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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Pisa 2015: os delírios em gráfico

 


 


 


As extrapolações à volta do PISA 2015 têm episódios risíveis. Recebi por email o gráfico sem referência ao autor. Vem acompanhado da defesa das políticas educativas das figuras em imagem; não publico o parágrafo porque usa uma linguagem imprópria, mas faço-o com o gráfico para dar a opinião solicitada.


 


Os alunos testados no PISA têm 15 anos e frequentam anos entre o 7º e o 11º. A subida constante portuguesa responsabiliza alunos, encarregados de educação e professores. As políticas ajudam, mas se forem de sinal contrário, como é o caso dos fotografados, atrapalham. E nos dois casos parece que atrapalharam muito, uma vez que a sua influência, mesmo que residual, só pode ser verificada, obviamente, no triénio seguinte. Lurdes Rodrigues sucedeu a um período "sem governo" (2000/2006), mas que regista uma subida substancial em 2009. Parece que o sistema português funciona melhor "sem ministério", uma vez que quando a ministra (2006/2009) saiu os resultados estagnaram no fim do triénio seguinte (2012). Sucedeu-se outro "sem governo" com Isabel Alçada (2009/2012). Saiu e os resultados do triénio que se seguiu melhoraram (2015). Apareceu Crato (2012/2015) e veremos a sua influência, por reduzida que seja, em 2018.


 


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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Pisa 2015: uma espécie de subprime?

 


 


 


 


Ouvi um comentador, do grupo de Lurdes Rodrigues que teoriza as Novas Políticas de Gestão Pública (as New Public Management que originaram quatro pesadelos para o sistema escolar: concurso de titulares, avaliação dos professores, modelo de gestão e estatuto do aluno na lógica do cliente), declarar, numa linguagem bem pensante e sedutora, a propósito dos testes PISA: são instrumentos fundamentais para monitorizar políticas públicas, constituídos por inúmeras bases de dados que tratam uma imensidão de informação, precisamos de tempo para as analisar, não devem concluir precipitadamente, no caso presente foram testados alunos que nasceram em 2000 e que estão há quinze anos no sistema. É, de alguma forma, esta conversa sensata na estratosfera que foi completamente surpreendida com a conclusão: as salas de aula portuguesas sobreviveram às "reformas" radicais de sinal contrário, o que que deita por terra os delírios. Se compararmos com o subprime bancário, e considerarmos, obviamente, as diferenças, recordemos que nem os mais sofisticados consultores conseguiam contestar a complexidade desse produto de excelência da indústria financeira, constituído por "instrumentos fundamentais para monitorizar políticas bancárias, constituídos por inúmeras bases de dados que tratavam uma imensidão de informação que requeriam uma não menor quantidade de tempo para as decifrar (o que nunca acontecia)". Deu no que deu. Tanta informação e uma percepção errada do real. Se todo o "instrumento científico é válido mas depende da cabeça que o utiliza" (como acontece com o PISA e com o TIMMS), neste caso podemos concluir que na estratosfera existe uma continuada, e errada, percepção do real.


 


Nota: há delírios insensatos na estratosfera, realmente. Parece que Crato e Passos reivindicam os resultados PISA 2015 com os exames dos 4º e 6º anos. Os alunos testados de 2000 a 2015 nunca realizaram esses exames.


 


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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Do orçamento e do tempo

 


 


 


 


A aceleração do tempo dificulta a percepção dos momentos de curto, médio e longo prazos (opinião pública, legislatura e constituição). A discussão à volta do orçamento de Estado tem o tempo da opinião pública. É, principalmente, um exercício retórico que governos e oposições usam com oportunidade mediática. O ministro Mário Centeno sublinhou-o, ontem, quando denunciou, de forma muito pedagógica, a descida qualitativa do documento europeu de controle orçamental (falou de uma "complexidade" inatingível que me recordou a banca mentora do subprime).

Há, no tempo vigente em Portugal, uma sensação interessante. A sobrevivência da constituição parece um contraponto à prevalência avassaladora da opinião pública.


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domingo, 17 de abril de 2016

das últimas do Panamá Leaks?

 


 


 


Sem a crise do subprime, Ricardo Salgado ainda seria o DDT e José Sócrates PR ou coisa do género. É óbvio que havia corrupção antes de 2007. É exactamente por causa disso que se impõe uma interrogação: e os outros? Os anteriores, os contemporâneos e por aí fora?


 


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sábado, 5 de março de 2016

José Gil em 2005

 


 


 


 


José Gil (2005:44) escreveu assim: “(...)Em contrapartida, somos um país de burocratas em que o juridismo impera, em certas zonas da administração, de maneira obsessiva. Como se, para compensar a não-acção, se devesse registar a mínima palavra ou discurso em actas, relatórios, notas, pareceres – ao mesmo tempo que não se toma, em teoria, a mais ínfima decisão, sem a remeter para a alínea x do artigo y do decreto-lei nº tal do dia tal de tal mês do ano tal.(...)”



E mais à frente, Gil (2005:57), sublinha: “(...)duplo regime que vigora em serviços de toda a ordem. Ora se tenta inscrever freneticamente tudo, absolutamente tudo em actas, para que nada se perca, ora reina a maior negligência nos arquivos que ninguém consulta nem consultará (espera-se).(...)”


 




Gil, J. (2005). Portugal, hoje. O medo de existir.
Lisboa: Relógio D´Água


 


(É um livro de 2005 e confirmamos com muita


frequência a caracterização do duplo regime. Mas quem diria


que este retrato nos levaria a mais uma bancarrota


e que explicaria o perfil da malta do subprime, do BPN,


do BCP, do BPP, do BES, do Banif e do que mais virá.)


 


 


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quarta-feira, 22 de abril de 2015

do duplo regime

 


 


 


 


Gil (2005, p.44) caracteriza-nos assim: “(...)Em contrapartida, somos um país de burocratas em que o juridismo impera, em certas zonas da administração, de maneira obsessiva. Como se, para compensar a não-acção, se devesse registar a mínima palavra ou discurso em actas, relatórios, notas, pareceres – ao mesmo tempo que não se toma, em teoria, a mais ínfima decisão, sem a remeter para a alínea x do artigo y do decreto-lei nº tal do dia tal de tal mês do ano tal.(...)”



E mais à frente, Gil (2005, p.57), sublinha: “(...)duplo regime que vigora em serviços de toda a ordem. Ora se tenta inscrever freneticamente tudo, absolutamente tudo em actas, para que nada se perca, ora reina a maior negligência nos arquivos que ninguém consulta nem consultará (espera-se).(...)”


 




Gil, J. (2005). Portugal, hoje. O medo de existir.
Lisboa: Relógio D´Água


 


(É um livro de 2005 e confirmamos com muita


frequência a caracterização do Filósofo. Mas quem diria


que este retrato nos levaria a mais uma bancarrota


e que explicaria o perfil da malta do subprime, do BPN,


do  BCP, do BPP e do BES)


 


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quarta-feira, 1 de abril de 2015

municipalização ou desorçamentação?

 


 


 


E se o primeiro objectivo da municipalização escolar for a redução do orçamento para a Educação numa lógica neoliberal que capturou os partidos do arco?


 


No caso português, a ideia passa pela candidatura dos municípios a verbas europeias que financiarão os salários dos profissionais da Educação, professores incluídos, como já acontece há algum tempo com os cursos profissionais (o tal POPH que é hiperburocratizado como precaução da inspiração na letra seis do modelo "complexo" do subprime).


 


Esse objectivo é faseado: nos tempos mais próximos a desorçamentação faz-se à custa dos poderes descentralizados que introduzirão modelos de gestão inspirados nas cooperativas de ensino (o conhecido GPS foi um contratempo). Os mentores do arco esperam conseguir ainda um objectivo antigo: retirar as escolas públicas da esfera de influência do PCP. Esta mistura de falácias com fantasmas tem sido fatal para o ensino público, impede o seu progresso e consegue cíclicos atrasos civilizacionais.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

da consolidação e do que se seguirá

 


 


 


 


Entrámos no milénio e rapidamente percebemos que as contas derrapavam e que a grande corrupção se tinha consolidado. O discurso do país da tanga institucionalizou a malta-do-subpraime, o socratismo acentuou o desmiolo (mais após a bolha imobiliária) e o regresso da AD voltou a ser desastroso. É muito, mesmo para um país com tanta história.


 


A interrogação essencial repete-se: o que se seguirá?


 


 


 



 


 


Museu "A topografia do terror".


 


Berlim, Julho de 2014


 


Segue-se uma ampliação dos cartões.


 



 


 


 


Sou um optimista e não projecto algo semelhante para os tempos mais próximos.


 


 


 


 

sexta-feira, 14 de março de 2014

do perdão das dívidas

 


 


 


 


A agenda dos credores da dívida portuguesa tem mais uma falácia: o perdão da dívida alemã, depois da segunda guerra mundial, foi de Estado para Estado enquanto a dívida portuguesa é do Estado para privados.


 


A perplexidade situa-se nos privados. Querem ver que em Portugal não há privados a dever, que a banca pública não financia a banca dita privada ou que os credores privados não estão encostados aos Estados. Perguntem à Reserva Federal norte-americana qual foi a quantidade de dólares que injectou nos predadores que provocaram a crise financeira de 2008. É que são esses os compradores maioritários (e sistémicos) da dívida portuguesa que foi a mais lucrativa do mundo em 2012.


 


 


 


 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

repetições, milhões, burlões e neutrões

 


 



 


 


 


Cansa um bocado repetir, mas é um dever: a bolha imobiliária de 2007 foi imaginada uns anos antes com o produto subprime que era uma uma espécie de bomba de neutrões: o edificado, intacto, regressou à banca, as pessoas faliram e uma vaga de revenda anda por aí com novos produtos como o "visto gold".


 


Só que nem tudo cabe em folhas excel. Só na Europa há cerca de 11 milhões de casas vazias. Em Portugal a coisa aproxima-se do milhão e os sem-abrigo não param de aumentar. É mais um retrato da última mentira de Passos Coelho: "o país está melhor".


 


 


 


 


 


 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

passos e os neutrões

 


 


 


 



 


 


Expresso, 21 de Fevereiro de 2014. Primeira página.


 


 


 


A bomba de neutrões, a última variante da bomba atómica, é um pequeno dispositivo termonuclear que destrói apenas (e sublinho o apenas para "parafrasear" Passos Coelho) organismos vivos. Nessa linha, o Goldman Sachs criou o subprime, também conhecido por crédito de neutrões, que endividou a classe média, levou-a à falência e recuperou o edificado intacto. Nesta altura, o Goldman Sachs lança outro produto do género, os vistos gold, que atrai a endinheirada classe média chinesa e afins e já a expõe a vendas especuladas à potência cinco.


 


Quando Passos Coelho diz que o "país está melhor" é porque tem a lição bem estuda pelos Goldman Sachs que o conduzem. Empobreceu as pessoas para além da troika, como fez questão de sublinhar desde o início, mas manteve o edificado e os interesses respectivos intocados. Prepara-se agora para uma  segunda vaga. Pensa esmifrar ainda mais os do costume como evidencia a primeira página do Expresso e deita o olho aos 22 mil milhões dos fundos estruturais que aí vêm para que os seus sigam o seu exemplo (até com avaliação do desempenho). Passos e Relvas fizeram formação de pilotos, e demais pessoal aéreo, para servirem nos inúmeros aeródromos que nasceriam na zona centro do país. Como é possível que um país europeu tenho um primeiro-ministro com este nível?


 


 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

há sempre dois governos em Portugal

 


 


 



 


 


Há sempre dois governos em Portugal: um que é público e outro subterrâneo.


 


Sabemos dos motivos da bolha imobiliária, sabemos do BPN, das PPP´s e por aí fora, sabemos dos swaps, sabemos do Goldman Sachs, do J. P. Morgan, do Deutche Bank, sabemos das contas marteladas da França e da Grécia na adesão ao euro e com a obrigação da compra de aviões e submarinos, sabemos das negociatas dos escritórios de advogados que capturaram o arco do poder e sabemos muito mais que nos permitia ficar a noite a elencar mesmo que de forma não sistematizada.


 


Sabemos tudo isso. Sabemos ainda do parlatório desta malta das seitas com a complexidade dos contratos como se via no subprime. Ficamos a saber que em Setembro se contratou mais meio milhão pago desde Fevereiro e conhecido nas festas de natal de Dezembro. Esta malta goza e abusa.


 


 



 


 


 


 

quarta-feira, 27 de março de 2013

dos donos do mundo (6) - a austeridade

 


 


 


 


 


 


 


A crise é artificial, a austeridade o problema e não a solução e a Alemanha o obstáculo, disse, salvo erro, Joseph Stiglitz. Julgo que quando o economista referiu a Alemanha estava a pensar nos seus grandes bancos que operam quase ao nível do Goldman Sachs.


 


saque às classes média e baixa é o primeiro objectivo da crise, embora haja ricos que também denunciam os actos ilícitos. A austeridade é o meio de crime. A Grécia é o alvo mais visível. Só um governante ignorante ou comprometido como os predadores pode dizer que o seu país não é a Grécia.


 


 


 


Pode saber tudo nesta excelente reportagem.


 


 


 



 


 



 


 



 


 


terça-feira, 26 de março de 2013

dos donos do mundo (5) - velocidade incontrolável

 


 


 


 


 


São cada vez mais os que defendem que a velocidade, e o poder, da tecnologia associada às transacções financeiras tornam impossível a monitorização. Há ganhos e perdas que têm origem em algoritmos que ninguém controla. É um ambiente propício ao crime sofisticado e de colarinho branco. A letra da lei torna-se um adorno obsoleto.


 


 


 


Pode saber tudo nesta excelente reportagem.


 


 


 



 


 


segunda-feira, 25 de março de 2013

dos donos do mundo (5) - a política capturada

 


 


 


 


 


Há muitos que intuíram que o poder político foi capturado pelos financeiros que dominam o mundo. Os vários arcos do poder são constituídos por seres "comandados" pelos bancos mundiais mais poderosos. Os "soldados" do Goldman Sachs estão instalados nas principais instituições europeias.


 


 


 


 


 


Pode saber tudo nesta excelente reportagem.


 


 


 



 


 


domingo, 24 de março de 2013

dos donos do mundo (4) - o casino continua

 


 


 


 


 


 


Os especuladores financeiros jogam num casino e sem árbitros. A vida de milhões de pessoas é lançada numa espécie de pano verde.


 


 


 


 


Pode saber tudo nesta excelente reportagem.


 


 


 



 


 


 


sábado, 23 de março de 2013

dos donos do mundo (3) - início do saque

 


 


 


 


 


Já íamos em 2008 e António Borges ainda classificava o subprime como uma das melhores inovações dos últimos anos.


 


 


 


 


 


Pode saber tudo nesta excelente reportagem.


 


 


  


 


quinta-feira, 21 de março de 2013

dos donos do mundo (1) - crédito de neutrões

 


 


 


 


 


Quem são os novos proprietários do imobiliário que não "sobreviveu" à crise do subprime? Os bancos.


 


A estratégia está mais do que denunciada e denominou-se como crédito de neutrões (os menos "bélicos" talvez não saibam, mas as bombas de neutrões, variantes das bombas atómicas, eliminam a vida e deixam o "edificado" intacto).


 


O crédito imobiliário, o tal subprime, era propositadamente "mãos largas" com a convicção de que a bolha rebentaria e o edificado regressaria "intacto" às mãos dos bancos.


 


 


 


Pode saber tudo nesta excelente reportagem.