As escolas têm de lançar, no período de 2 a 6 de Julho de 2012 (é bom indicar o ano, não vá alguém pensar que é para 2013), a componente lectiva dos professores, quando ainda não estão resolvidas as questões da estrutura curricular (nomeadamente as cargas curriculares das diversas disciplinas, as ofertas de escola e complementares, a eficácia educativa de acordo com os resultados dos exames e por aí fora)?
E não adianta argumentar com a troika ou com o ministério das finanças, pois estamos na presença do bom aluno para além disso.
Pode conhecer a circular da DGAE aqui e aqui (cortesia do Paulo Guinote).
Estou em crer que, desta vez, o caos é intencional.
ResponderEliminarO MEC não sabe quantos são os professores, como se viu recentemente, mas o Governo sabe quanto terá de poupar em salários da Administração Pública, sobretudo de professores, para se aproximar das previsões do Orçamento do Estado - 2012 (já tão utópicas) e aquilatar da respectiva execução.
Ao abrir este concurso por ausência de componente lectiva (DACL), muito mais cedo do que no ano lectivo anterior, o Governo fará umas contas de merceeiro bem a seu jeito e terá uma noção dos números que a incompetência ainda não permitiu apurar, quiçá legislando em breve de modo a engrossá-los. Ah, mas sempre com o argumento, também anteriormente utilizado, de que, caso venham a ser necessários, esses professores indicados como “excedentários” (para DACL) poderão ser REPESCADOS. Sim, os professores são tratados assim: como peixe pescado e repescado, e esta não será a primeira vez. No ano passado, pelo menos, apesar de o concurso a DACL ter sido mais tarde, também houve a possibilidade de repescar professores (tenho um colega de grupo que, depois de “largado ao mar”, foi repescado e continuou na escola com umas horas lectivas que se confirmaram existir entretanto).
“… não adianta argumentar com a troika ou com o ministério das finanças”, mas adianta agir em conformidade, ah pois!
Toda esta tramóia, que de mera conjectura terá muito pouco, possui nomes próprios para designar, mas o que sempre apreciei no blogue do Paulo foi a compostura dos comentários e nem por isto vou fugir à regra, por muito que me custe!
Força Ana :)
ResponderEliminarEspanta-me que estejam a dar os factos como consumados quando ainda falta sair em DR o diploma onde constarão as matrizes, que ao envolver os CP implicará decisões a vário nível e que implicarão reuniões, as turmas não poderem ser definitivas, pois faltam sair os resultados dos exames, …
ResponderEliminarQue posição estão @s Diretor@s a tomar perante isto? Alguém me sabe dizer? Sabe-se, de fonte segura, que as escolas não têm condições para dar resposta a esta nota informativa nesta altura e mesmo que saia em DR é preciso mais tempo (para lá do dia 6) para as decisões serem tomadas de forma consciente. Será que estou a delirar ou que me está a escapar alguma coisa?
Não me parece que esteja a delirar AC :)
ResponderEliminarPaulo, se me permites, penso que já deste boa parte da resposta nos dois interessantes posts anteriores.
ResponderEliminarAcho, contudo, que no caos existe ordem.
O que se passa na Educação/Ensino não é, a meu ver, caos. É antes desordem. É disfunção. É, ou parece ser, má-fé...
É Carlos VC. Por isso fiz o post desordem :) mais abaixo (é má fé ou desconhecimento ou incompetência)
ResponderEliminarPodemos pegar na citação e retratar o estado a que chegou o sistema escolar.
"Comecemos por pensar o universo físico tal como o conhecemos, com efeitos e causas bem proporcionadas entre si; depois, por uma série de decretos arbitrários, aumentemos, diminuamos, suprimamos, de maneira a obter aquilo a que chamamos desordem."
Não podem ser processados, como é evidente.
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