quarta-feira, 18 de julho de 2012

digam-me que isto não está a acontecer

 


 


 


 


Este email vem identificado e só não escrevo o nome da autora para não a expor mais.


 


Olá Paulo!

Espero não o incomodar com este mail, mas é do género "é agora ou nunca". Estava eu há pouco nos profslusos e espreitei outros blogs sobre educação e novidades e desgraças para os contratados e até que vi a sua página sobre avaliação do desempenho docente. Este tema desde julho passado que me faz arrepiar!

Sou professora contratada numa escola TEIP no grupo 400- História e tive no ano passado como avaliador um prof. de Geografia que é o Coordenador de Departamento. Eu e mais duas colegas do meu grupo.

Como nos 2 anos anteriores estive a dar aulas na Madeira, a avaliação era algo quase desconhecido para mim. Lá fiz o meu relatoriozinho com todas as evidências a que tive direito e, como não tive um ano nada fácil, por motivos de saúde fui operada e tive um irmão com cancro em estado terminal que como sabe quem por lá passa não é fácil... com os antidepressivos para aguentar os filhos, os alunos PIEF, e a dor de ver alguém tão amado a sofrer e apoiar os meus pais que perdiam o seu 2º filho, etc...

No dia da fatídica entrevista com o colega, este começou por me saudar dizendo, e estas são frases que no meio da incredulidade e humilhação consegui reter na minha memória: " Olha ...a minha impressão é a de que te andaste a arrastar o ano todo, Penso que não deste o teu melhor...Queixavas-te imenso dos teus alunos PIEF...Vi-te muitas vezes sentada no sofá enquanto as tuas colegas estavam no computador... Durante os conselhos de turma achei que alteraste algumas notas de forma um tanto ao quanto leviana e sem mostrares o rigor necessário... Não realizaste nenhuma visita de estudo nem fazes parte de nenhum clube...foste a única que ao longo do ano me pediste para sair mais cedo de uma reunião de departamento (para ir a um velório,  reunião pós-laboral que já durava há mais de 2 horas na qual pedi logo no início), ...E, também, no dia da entrega do relatório de auto avaliação foste a última a entregar!" (bom...alguém tinha de ser o último!!)  A conversa seguia nestes moldes quando eu finalmente consegui balbuciar " Olha para que estás com esses ataques eu nem sequer pedi aulas assistidas...não está em causa a minha  nota devido às cotas aqui da escola !" Ao que ele me respondeu:" Olha, não vás por aí porque pelo que eu me andei a informar sobre as tuas aulas, elas até nem eram grande coisa!" ......As acusações continuaram com argumentações mesquinhas que nunca imaginei um colega de trabalho ser capaz. Ainda me "compensou" dizendo que estava a ter em conta a minha situação e a morte do meu irmão!

A sensação que tive foi de uma grande humilhação. Chorei por desespero e por pena de mim. Apresentou-me a pontuação de 7.1 valores. Mas não foi a pontuação, mas a forma que ele encontrou de me descartar. O facto é o seguinte: éramos 3 professoras e neste ano só haveria lugar para duas, sendo que a outra era novinha e disponível...e mais não digo! Meses antes uma colega veterana da escola perguntou-me quem era o meu avaliador ao que me respondeu "estás f.....porque ele só gosta de colegas novinhas..." Passei um mau bocado e sabe o pior? amanhã volto a ter entrevista com ele... é de novo o meu avaliador. Arrependo-me amargamente de não ter reclamado, fica comigo até ao juízo final! Desta vez vou reclamar e pedir todas as argumentações por escrito.

Desculpe o desabafo, pois já me sinto mais aliviada para encontrar a fera!

Um abraço!

11 comentários:

  1. Imagino o quanto a colega se sentirá aliviada. Não me surpreende de todo a anormalidade aqui descrita. Colegas como este avaliador é que deviam ter horário zero. Como é possível tanta desumanidade? E o pior é que vamos constatando que as escolas estão cheias de gente desta e que ocupam os mais variados cargos.

    ResponderEliminar
  2. Atenção que nem sempre o que se escreve é verdade.
    Estou cansado de ver os que menos fazem a queixarem-se dos que são sérios ou tentam sê-lo. Haja honestidade no que lança a público!

    ResponderEliminar
  3. Não é o avaliador que está mal nesta história mas sim a colega... Tudo o que ela descreve como sendo palavras do colega é a realidade do que a colega é... E é pouco perante a nulidade que é como profissional...

    ResponderEliminar

  4. Que pena tenho que este colega, tão profissional.... seja anónimo!

    ResponderEliminar
  5. Não tenho nome pelas mesmas razões que a colega que publicou a sua indignação ser da minha escola.


    Ah, acredite que não sou o respetivo colega avaliador!

    E já agora, Isabeis há muitas! Com o devido respeito de quem tem este nome própio.

    ResponderEliminar
  6. Por se apresentar anónimo, não dá para perceber se é autor das respostas às duas comentadoras identificadas (Isabel e eu própria).
    No entanto, o tipo de argumentação utilizado nas duas respostas anónimas é semelhante, daí que a associação seja legítima.

    Sei que nem sempre o que se escreve ou se diz é verdade, daí que tomar como verdadeiras as palavras da colega queixosa, sem conhecimento de causa ou outros testemunhos a comprová-las, admite uma boa percentagem de erro, sim.

    Porém, se:
    1 - "Não é o avaliador que está mal nesta história mas sim a colega"
    2 - "Tudo o que ela descreve como sendo palavras do colega é a realidade do que a colega é."
    3 - "é pouco perante a nulidade que é como profissional"

    ... teremos de reconhecer que o avaliador falhou e muito, não desempenhando competentemente a sua função pois, para além de sobre-avaliar a referida colega (7,1 = BOM??? Que afronta para os "os que são sérios ou tentam sê-lo" ), andou um ano inteiro a permitir que a colega prestasse um mau serviço educativo, com o seu beneplácito.

    Muito mais grave do que isso foi o avaliador ter tolerado que tal sucedesse com prejuízo dos próprios alunos, consentindo, impunemente, que (e passo a citar) a colega alterasse algumas notas de forma um tanto ao quanto leviana e sem mostrar o rigor necessário, não realizasse nenhuma visita de estudo com os seus alunos, nem contribuísse para viabilizar a existência de mais clubes onde os alunos desenvolvessem as suas competências de forma mais lúdica, desse aulas que até nem eram grande coisa, com o seu conhecimento, tornando-se cúmplice da eventual incompetência e corresponsável pelas consequências para esses alunos, enfim, desprezando todas os deveres que lhe foram atribuídos aquando da sua nomeação como avaliador, com a agravante de ser, simultaneamente, coordenador de departamento.

    Muito pior do que uma professora contratada com muito para aprender ainda é um professor do quadro, profissionalizado, com vários anos de experiência, com responsabilidades na supervisão e orientação pedagógica, decorrentes do exercício de um cargo numa estrutura intermédia da escola, repito: é um professor do quadro, nestas circunstâncias, também ter tanto para aprender!

    ResponderEliminar
  7. Respeito a sua opinião uma vez que só está a falar sobre o que foi aqui documentado. Eu faria o mesmo! Nem costumo tecer comentários acerca de opinões de colegas sobre os vários assuntos.
    No entanto, ao ver que a queixa não tem qualquer fundamento e se torna pública, qualquer docente consciente não pode ficar calado. Quem escreveu esta "injustiça" para publicação foi tão explícita no seu teor que facilmente é identificada por quem trabalha na mesma escola.
    Independentemente de erros que possam ocorrer num processo de avaliação, a colega supostamente lesada até teve uma boa avaliação! Quem é docente sabe muito bem que a ADD é mais uma forma de dividir a nossa classe e os abutres são os primeiros que se aproveitam. E mais não digo...
    Não vou comentar nada mais porque o meu objetivo era apenas alertar os colegas com aquilo que se escreve e se torna público nem sempre é a realidade. Haja bom senso.
    Muito sinceramente espero que um dia tenha orgulho em falar da nossa classe porque enquanto existirem atitudes destas não iremos longe.
    Saudações.

    ResponderEliminar
  8. Não é o meu profissionalismo que está aqui em causa. Tenha a sensatez de ler o que escrevi!
    Obrigado

    ResponderEliminar
  9. Oh colega, mesmo sendo anónimo está se a expor tanto nesta sua injúria à colega que faz o desabafo, chamando-lhe "nulidade profissional", mesmo sem ter assistido a nenhuma das suas aulas, evidenciando logo de quem se trata.

    ResponderEliminar
  10. Acha mesmo que a queixa se tornou pública? Eu acho que não. Não vejo o nome da escola ou dos intervenientes. Pelos vistos só descobre onde se passou este triste episódio quem estiver ao corrente, o que parece o caso . E já agora, acho estranho afirmar que é uma queixa sem qualquer fundamento...

    ResponderEliminar
  11. Maria que chama Incompetente ao gajo que deveria ser arrastado pelos cabelos (será careca), pelas escadas (não se se as há) até à porta da rua
    Um gajo que argumenta desta forma é um incompetente. Um processo ficar-lhe-ia a matar. Mesmo que existam razões, argumentar com "estavas no sofá e os outros no computador" ou "alterou notas levianamente" ou , ou; é um parvalhão armado a avaliador de m----a.
    Nesta altura do campeonato se apanho em gajo destes, trucido-o. Não há pachorra para tanta cretinice e incompetência.

    ResponderEliminar