Passos Coelho disse inverdades em campanha eleitoral e só o fez para conseguir votos. Não adianta justificar-se com a ausência de bola de cristal. Disse que nunca cortaria os subsídios aos funcionários públicos. Classificou como Kafkiano e de uma injustiça brutal o modelo de avaliação de professores e que o suspenderia de imediato. Não o fez e, como sabemos, em Setembro o desmiolo regressa numa versão que passa de 100% injusta para 95%.
A primeira página do expresso afirma a rejeição de mais austeridade por parte do primeiro-ministro.
Passos Coelho afirmou que aplicaria o programa ideológico em curso mesmo sem a troika e que iria para além disso. Não pode agora apagar as intenções. Milhões de pessoas estão a sofrer com isso.
Depois da tragédia "socratista", Passos Coelho convenceu-se que a terra já estava suficientemente queimada e que faria história ao aplicar políticas neoliberais nunca experimentadas em Portugal, mas de falhanço rotundo onde quer que tenham sido experimentadas. Criaria um "país novo". Uma "Singapura" na ponta da velha Europa.
É grave que um ano depois estejamos nesta situação, não é difícil concluir que o Governo perdeu espaço e que a situação agravar-se-á.
Conhecemos demasiado bem a continuação de políticas de marcha forçada em direcção aos "amanhãs que cantam" e que, mesmo pesando bem e com as devidas distâncias para que não se gerem confusões interpretativas, tiveram configurações denominadas de "raça" ou "espaço vital". Esse "peso político", quase irrefutável, criou amibas gigantes incapazes de reagir e com destinos tão certos como a carne para canhão ou o forno crematório. As "boas intenções" levadas a eito podem ter resultados desastrosos e imprevisíveis.
Pode ler aqui uma espécie de adenda a este post.
Ultimamente tenho vindo a apreciar muito as análises que tem vindo a fazer a vários níveis.
ResponderEliminarÀs vezes, leio o que vai por muita blogosfera em geral e docente, em particular, e custa-me aquilo tudo.
Os posts recentes que escreve são claros, honestos e muito calmos, no sentido em que não perde tempo com ataques pessoais.
Não está nessa.
Ainda bem.
Obrigado Fernanda.
ResponderEliminarPor caso fiz agora um post com uma espécie de adenda a este :)
Finalmente com tempo para comentar este post que tanto apreciei (e quanto ao seguinte, sobre os cursos profissionais no 5º ano tamém está ex celente e até irei linkar num post meu, pode swr?
ResponderEliminarSubscrevo tudo o que disseste neste. Principalmente no que dizes em uqe ests governo veio terrraplanar a terra queimada pelo anterior, num oportunismo a pretexto da troika.
O desequilíbrio injusto que saiu agora da cimeira europeia, onde Espanha e Itália são filhos e os restantes continuam enteados, a pagar juros muito mais altos e em menos temp, mostra a falta de amor à nação que têm estes politiqueiros imberbes que nos desgovernam.
Quanto à inerpretação que este podia dar de associação ao nazismo, julgo que ninguém a fará. Podes ter sido um pouco mais enfático, mas há absoluta razão para peocupação, pois vemos repetirem-se os mesmos erros cometido antes da grande guerra e que os(alguns) alemães não parecem ter aprendido nada é um facto visível.
Um abraço e obrigada por toda a tua lucidez.
Obrigado Margarida. Claro que podes linkar o que bem entenderes.
ResponderEliminarAbraço também.