O título que escolhi é do jornal da noite da TVI e refere-se ao Grupo GPS que é a cooperativa de ensino proprietária dos colégios que integram a rede escolar das Caldas da Rainha.
A notícia (o link inclui um vídeo) tem uma imprecisão grave. Diz que esta cooperativa só recebe alunos que não têm lugar nas escolas do estado. É exactamente isso que não acontece nas Caldas da Rainha, e de forma acentuada, que provocou o aumento do número de horários zero e que reduziu os contratos com professores.
Ao que julgo saber, o movimento "Em defesa das escola públicas do oeste" apresentará oportunamente os números e os argumentos que contrariam essa ideia que é inclusivamente veiculada pelo Governo e pelo MEC.
"O grupo de escolas privadas GPS, que recebe dinheiro do Estado para lecionar os alunos que não têm lugar em escolas públicas, está a ameaçar os professores que lá trabalham, noticia a TVI.
Os docentes dizem que estão a ser coagidos e ameaçados de despedimento se não assinarem uma declaração para trabalharem mais horas pelo mesmo dinheiro.
«Os professores vão trabalhar mais horas letivas e não vão receber o salário devido», explicou Anabela Sotaia, da Fenprof.
Este grupo de quase 30 escolas, de norte a sul, recebe dezenas de milhões de euros por ano e não há registo de que nestes casos o Estado tenha diminuído a subvenção.
A TVI tentou ouvir o Ministério da Educação e as direções das escolas envolvidas, mas ninguém prestou declarações."
"ninguém prestou declarações", mas a coisa rola... e com resultados...
ResponderEliminarvolta a aquecer
ResponderEliminarRola e aquece com diz o Silva Pereira.
ResponderEliminarQuanto ao Grupo GPS, tenho a acrescentar o que se passa na Escola Profissional D.ª Mariana Seixas, em Viseu (pertencente ao grupo GPS). Despedimentos, justificando falta de alunos eextinções de postos de trabalho, quando na verdade, o numero de alunos aumentou este ano. Os horários dos professores despedidos (nos quadros e com muitos anos de serviço) foram redistribuidos por professores sem vínculo, contratados ao ano. AInda mais: os professores praticamente são forçados a dar positivas aos alunos, para manter financiamentos. As faltas sao justificadas sem critérios, desautorizam-se Diretores de turma, as avaliações são feitas não em função dos conhecimentos dos alunos, mas em função da necessidade de simplesmente “passar”. Que educação é esta? Que futuro terão estes alunos? E continuam as perseguições e abusos aos professores, tiraram-lhes o subsídio de refeição, obrigando-os a almoçar na escola. Mas os almoços são oferecidos pela fundação Mariana Seixas, que é detentora de 25% da escola. Mas de certeza que o estado paga estes almoços ao grupo GPS!! Investiguem esta vergonhatoda, porque acima de todo e qualquer dinheiro, está o futuro dos nossos alunos que, em escolas como estas, não adquirem formação que lhes permita entrar de forma capaz no mundo do trabalho. Investiguem, por favor!!
ResponderEliminarObrigado pelo testemunho.
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