Liguei a televisão para ver o telejornal da RTP1 e deparei-me com a violência em Espanha.
Se a violência gera violência, fico com a sensação que o medo tanto gera medo como a ausência dele e os dois comportamentos têm um resultado comum, que se agravará na relação directa com a acumulação: violência.
E depois, há sempre o risco definido por José Alberto Quaresma, no Expresso, sobre o medo:
“O medo finge não ter medo da raiva em que o medo se pode metamorfosear. Em palavras obscenas de angústia, em bandeiras negras de cólera, em ovos que falham o alvo. Ou, esperemos que nunca, em balas como as que mataram o penúltimo rei ou o quarto presidente da República, o ditador Sidónio.
O medo pode levar a perder o medo. E o medo perdido incendeia cabeças perdidas. E as cabeças perdidas, em solitário ou em bandos radicais, metem mesmo muito medo.”
Temo (de temer mesmo, e não de acreditar, embora também) que a escalada para a violência esteja prestes a atingir o ponto de não retorno.
ResponderEliminarPor todo o lado, os discursos radicalizam-se, as conversas inflamam-se com facilidade, ouve-se pouco, berra-se muito, o raciocínio anda toldado e assume-se no vizinho a violência infligida por terceiros (aqueles que sentimos não conseguir tocar).
Temo ainda mais que essa seja apenas a primeira onda. Aquela que será violentamente reprimida para dar lugar a um período ainda mais obscuro.
Gostaria que fosse possível resolver esta situação sem cabeças perdidas, inflamadas, mas começo a duvidar que isso aconteça.
Enfim... um desabafo a uma hora tardia.
A esperança Catarina; sempre a esperança.
ResponderEliminarEssa é sempre a última a morrer :-)
ResponderEliminarIsso Catarina :)
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