terça-feira, 25 de setembro de 2012

da violência e do medo

 


 


 


Liguei a televisão para ver o telejornal da RTP1 e deparei-me com a violência em Espanha.


 


Se a violência gera violência, fico com a sensação que o medo tanto gera medo como a ausência dele e os dois comportamentos têm um resultado comum, que se agravará na relação directa com a acumulação: violência.


 


E depois, há sempre o risco definido por José Alberto Quaresma, no Expresso, sobre o medo:


 
 “O medo finge não ter medo da raiva em que o medo se pode metamorfosear. Em palavras obscenas de angústia, em bandeiras negras de cólera, em ovos que falham o alvo. Ou, esperemos que nunca, em balas como as que mataram o penúltimo rei ou o quarto presidente da República, o ditador Sidónio.


O medo pode levar a perder o medo. E o medo perdido incendeia cabeças perdidas. E as cabeças perdidas, em solitário ou em bandos radicais, metem mesmo muito medo.”


 

4 comentários:

  1. Temo (de temer mesmo, e não de acreditar, embora também) que a escalada para a violência esteja prestes a atingir o ponto de não retorno.
    Por todo o lado, os discursos radicalizam-se, as conversas inflamam-se com facilidade, ouve-se pouco, berra-se muito, o raciocínio anda toldado e assume-se no vizinho a violência infligida por terceiros (aqueles que sentimos não conseguir tocar).
    Temo ainda mais que essa seja apenas a primeira onda. Aquela que será violentamente reprimida para dar lugar a um período ainda mais obscuro.
    Gostaria que fosse possível resolver esta situação sem cabeças perdidas, inflamadas, mas começo a duvidar que isso aconteça.
    Enfim... um desabafo a uma hora tardia.

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  2. Essa é sempre a última a morrer :-)

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