Não sei se deve ser antes ou depois do orçamento e raciocino também por indução e a partir das epifanias e das más cópias (há sinais demasiado evidentes de desespero e de fim de festa que são sempre os mais perigosos para a democracia) que contaminam o MEC: este Governo tem de cair e até os próprios o advogam.
Quando escrevi isto no tempo de José Sócrates, muita gente de esquerda acusou-me de estar a favorecer a direita. Sempre disse que não votaria nos partidos da AD e que isso era independente da queda do Governo. Um Governo mau tem de sair e no caso em apreço a corrupção até é um dado desprezível. Que se esgotem os mecanismos existentes ou então o povo que decida. Se o próximo Governo for do mesmo calibre não poderá ter outro caminho.
O que me parece perigosíssimo para a democracia é um Governo do bloco central. O seu insucesso pode dar lugar a um populismo tão nefasto como foi o cavaquismo na década de oitenta (está comprovado o que acabei de escrever; "saímos" do aperto FMI e do bloco central porque de seguida se imprimiram toneladas de dinheiro).
Populismo e cavaquismo como duas faces da mesma moeda? Discordo.
ResponderEliminarO cavaquismo teve muito de lucidez e quase nada de populismo. Foram tempos de desenvolvimento, é verdade que assentes em muito betão, só que naquele tempo o betão era necessário.
Pelo contrário, nos tempos socráticos já não fazia cá falta mais betão e continuámos a ter a mesma dose de betão, a acrescentar ao populismos de rendimentos mínimos e novas oportunidades, essas sim de cariz populista...