segunda-feira, 5 de novembro de 2012

3 braços

 


 


 


 


 


Tenho ideia que algumas organizações internacionais existem para criarem empregos interessantes e para defenderem, de forma consciente ou não a máquina faz o que lhe compete, agendas não sujeitas ao sufrágio directo e universal. A presente troika tem três braços e cada vez são em maior número os que consideram que o FMI até é a coisa mais à esquerda.


 


A comissão europeia tem o chefe que se sabe e o banco central europeu não é um enigma ideológico. Pelo que vou percebendo, o FMI é uma espécie de paquiderme com um histórico de falhanços graves e que deve sorrir ou encolher os ombros com as coreografias dos nossos tacticistas que disseram claramente ao que vinham: passar o negócio do estado social para as empresas que os suportam com a força dos dois braços extremamente direitos.


 


A democracia, com os seus defeitos, é o regime mais humano e imperfeito que nos foi dado conhecer e o único que dá garantias à liberdade como o valor fundador e fundamental. É isso que nos cabe defender. O presente esmagamento da jovem classe média é o sinal mais evidente de que a democracia e a liberdade têm um longo caminho a percorrer.

Sem comentários:

Enviar um comentário