Preocupa-me o radicalismo ideológico de Passos Coelho que ficou ontem bem patente na entrevista à TVI. Lembro-me sempre dos pensadores da mediatrix que se interrogam se nos tempos actuais podia ocorrer uma revolução de forma tão rápida que nem déssemos por ela (veremos como será a contra-revolução).
O primeiro-ministro continua convencido que vai criar um "mundo novo" e até me parece cada vez mais crente, apesar dos frequentes sinais de fuga quando o caminho se torna apertado (a evasão é sempre um boa maneira de dizer que não o deixaram trabalhar e de poder recolher louros qualquer que seja o futuro).
Como noutras circunstâncias históricas, estas personagens providenciais e purificadoras podem ter finais trágicos e deixarem atrás de si um rasto de terra queimada.
Estamos a desviarmo-nos do único e real problema, o FACTO do actual (ainda até Março) administrador da provincia de portugal, ter declarado guerra a um País ao qual não pertence (PORTUGAL) ontem através de um discurso num canal de televisão...
ResponderEliminarOnde o Paulo vê radicalismo ideológico eu vejo racionalidade económica. Tudo se baseia em procurar a sustentabilidade financeira de Portugal. O Estado não pode ter despesas superiores às suas receitas, sob pena de voltarmos ao risco de bancarrota...
ResponderEliminarCompreendo que o anónimo estabeleça Março como mês decisivo.
ResponderEliminarE banca, Pedro? Pode? E os privados, Pedro? Podem? E os privados "encostado ao Estado", Pedro? Podem?
Esta discussão entra em modo circular.
O que já me parece irrefutável é a crença de Passos Coelho no modelo de "Singapura". Esse desequilíbrio aplica-se na Europa? Tenho ideia que nem Friedman se atreveria a tanto. E esse economista era prémio nobel, salvo erro. Influenciou Reagan e Thatcher e foram os desastres conhecidos.
Se se provar que Passos Coelho tem razão serei o primeiro a escrever nesse sentido. Mas receio que este aventureirismo acabe em tragédia. Sinceramente é isso que me parece.
O problemas do Pedro é diferente: só vê para um lado.
ResponderEliminarO Pedro dirá que racionaliza, Fernando :)
ResponderEliminarOpiniões cada um tem a sua. Se o caminho que estamos a desbravar vai levar a bom porto é mera previsão e estado de fé.
ResponderEliminarAgora, há algumas certezas. A certeza de que foi o PS que nos trouxe aqui e a certeza de que só com sacrifícios vamos sair da bancarrota...
Pedro: a afirmação de que foi apenas o PS que nos trouxe até aqui só reafirma a afirmação do Fenando, por muito mau que tenha sido Sócrates ( e o actual PS tarda em demarcar-se, como o PSD tambem não o fez em relação a Cavaco Silva e Barroso).
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