segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

claro que seria

 


 


 


Se Portugal, a exemplo da Grécia, declarasse insolvência e a impossibilidade de pagar os juros da dívida a um ou a vários bancos alemães, poderíamos entrar num efeito de dominó com consequências imprevisíveis.


 


Sendo assim, e considerando que as dívidas do sul da Europa também beneficiaram os outros parceiros europeus, começa a ser incompreensível o "aperto-sem-fim" aos portugueses ao mesmo tempo que a campanha eleitoral anuncia aumentos até 11% para os reformados alemães.


 


É uma Europa não apenas a várias velocidades, mas com vários modelos até de desenho do estado social. Estranho, no mínimo.


 


 


França e Alemanha excluem aplicação das medidas gregas a Portugal




"Se Portugal pedisse as mesmas condições do que a Grécia seria “um sinal terrível”, diz o ministro das Finanças alemão.(...)"

2 comentários:

  1. Talvez se esteja a laborar num equívoco. O nosso problema não reside na possibilidade de as reformados alemães verem as suas pensões subir 11% (parabéns aos alemães, aliás!); o nosso problema é os reformados portugueses nunca poderem ter o mesmo vislumbre (... também por nossa culpa).

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  2. Meu caro, não podemos dizer mal da austeridade feroz e criticar um país que precisa de diminuir a sua austeridade pois tem margem para isso.
    A subida de 11% nas pensões alemãs é até um valor baixo. Precisamos mesmo dos alemães a subirem bastantes os salários para que possamos recuperar parte do défice na balança de pagamentos intra-Euromark(aumentando o consumo onde este pode ser importante para toda a zona Euro) e a inflação aumente até 4% para diminuir os encargos com os juros no Sul da Europa. Tenho pena é que os alemães e o seu BundeCE continuem é de olhos fechados e prefiram apenas ligar aos anseios políticos das reeleições.
    Basta pensar assim:
    -se os salários aumentarem 15% a 20% na Alemanha e periferias centrais e a inflação subir 2 pontos, não seria preciso nenhuma austeridade idiota nos países do Sul; bastaria controlar algumas despesas e manter aumentos de acordo com a inflação. E acabar de vez com estes moralismos na Economia.
    Só que, em nome de eleições e em nome de certos credores amigos do systemisch, preferem destruir a pouco e pouco as periferias. Até um dia em que não se aguente mais. Só que nesse dia, muito alemão sai à rua para revoltar-se contra os seus governantes.

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