quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

fim do inexistente

 


 


 


 


 


O título que escolhi pode ser enigmático para classificar o fim dos planos de recuperação de alunos que o Público insere na primeira página de hoje. Mas como num sistema de informação, moderno e razoável, só é útil o que é obtido para ser fornecido em tempo real e de modo a produzir conhecimento que apoie a tomada de decisões ou que sirva de histórico relevante, pôr fim a um procedimento destes é acabar com o que nunca deveria ter nascido.


 


Estes planos de recuperação foram mais um devaneio centralista de hiperburocracia inútil alimentado nas escolas por impreparação de quem decide. É uma decisão importante, mesmo que tardia (em Dezembro, e nesta altura, mais parece uma manobra de propaganda), que deixará desoladas as extensões da traquitana do MEC.


 


Era bom, por exemplo, eliminar os campos de informação produzidos pelos achamentos das empresas comerciais de software que inundam a gestão escolar e que infernizam a vida informacional dos professores e proibir também (proibir, mesmo, estou a pesar bem) a gestão da informação escolar através das boas aplicações inseridas no conhecido Office da Microsoft.


 


 


5 comentários:

  1. Não poderia estar mais de acordo.

    Sei de casos em que o numero de planos de recuperação e acompanhamento era igual ao numero de alunos da turma!?

    Eheheh

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  2. Muda a ***** as mocas continuam como diz o Guinote.

    "O PAPI – Plano de Acompanhamento Pedagógico Individual.

    Só de ouvir desatam-me a tinir todas as campaínhas do eduquês mais fofinho.

    Acabou o PCT? Não me parece…

    2 — O plano de acompanhamento pedagógico de turma ou individual é traçado, realizado e avaliado, sempre que necessário, em articulação com outros técnicos de educação e em contacto regular com os encarregados de educação.
    3 — Aos alunos que revelem em qualquer momento do seu percurso dificuldades de aprendizagem em qualquer disciplina ou área disciplinar é aplicado um plano de acompanhamento pedagógico, elaborado pelo professor titular de turma, no 1.º ciclo, ou pelo conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos, contendo estratégias de recuperação que contribuam para colmatar as insuficiências detetadas."

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  3. É. E depois existem estas mudanças de SIGLA porque os autores são da mesma "escola".

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  4. Vou ter saudades, especialmente, daquela parte voluptuosa da PRIORIZAÇÃO de COMPETÊNCIAS.

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