quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

3 D

 


 


 


 


 


Desconcentrar ou descentralizar têm tido um resultado: desnortear. É uma espécie de 3 D que acrescenta D´s sem fim: desorientar, desmiolar, descontrolar, desfazer e degradar. Já cansa falar da nossa babilónia administrativa.


 


O sistema escolar não escapa a este inferno. Desde 2007 que se percebeu que a massa crítica do MEC queria um mega-agrupamento escolar por concelho. Essa suposta agência municipal não conseguiu receber o acolhimento das desorientadas autarquias e vai sendo imposta pela força. Nunca será uma estrutura descentralizada e a existência desconcentrada acentuará o mau centralismo.


 


Há quem defenda que a desconcentração administrativa passe por aí. Qualquer que seja a posição, o que é seguro, e comprovado no mundo conhecido, é que o modelo de gestão escolar em vigor não serve. Os critérios de proximidade e legitimidade são imprescindíveis e só por desconhecimento se teima em confundir estes dois pressupostos com despesismo.


 


Os professores tiveram, em 2008 e 2009, uma oportunidade para travarem o desmiolo. As estruturas representativas dos órgãos de gestão das escolas não quiseram seguir um caminho mais corajoso e não se devem admirar com o processo em curso.


 


 


Mega agrupamentos de escolas podem aumentar ainda mais de tamanho




"O Ministério da Educação pondera aumentar o tamanho dos mega agrupamentos criados numa primeira fase. A denúncia é feita pelo Conselho das Escolas à Antena1 e confirmada pela Fenprof.(...)"



7 comentários:

  1. E já aumentaram, Paulo.
    acabaram de sair as notícias sobre novos Agrupamentos de agrupamentos. Uns doze, de Norte a Sul do país.
    Estão a desmantelar tudo, a dar cabo da Escola Pública! E a procissão ainda "vai no adro".
    :(

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  2. É pena que quem devia avançar com propostas alternativas se limite a criticar e a não se comprometer com nada. O PS (já não falo do PCP e do BE) devia fazer algo mais do que criticar a ideia de reformar o Estado Social. Seguro está a comportar-se como um autêntico oportunista: não se compromete e suplica por novas eleições. Veja-se o que escreveu Lelo sobre o PS e os funcionários públicos.
    Os cortes propostos pelo FMI são absurdos, mas continuo a pensar que é possível fazer o mesmo ou até melhor com menos. O Estado continua obeso...
    Esperam-se propostas alternativas.

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  3. Quando o próprio director de um mega-agrupamento, Manuel Esperança (o entrevistado nesta notícia), dá sugestões para a criação de giga-agrupamentos e diz, inclusivamente, na entrevista: "Não vejo outra saída para a tutela...", está tudo dito!

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  4. Esqueci-me de referir que ele também sugeriu que o Governo faça uma avaliação do que poupou, se é que poupou, com a criação destes mega-agrupamentos, mas, lamentavelmente, depois de ter dado as tais sugestões, num tom de complacência paternal.
    Devia ter sugerido, isso sim, que o Governo estivesse mas é quieto, antes de fazer a tal avaliação, para não agravar o desvario, de tal forma que a marcha atrás tenha custos ainda mais dramáticos!

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  5. Isto tem mais de dez anos Margarida e acentuou-se em 2008.

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  6. O Pedro tergiversa e não se centra no post.

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  7. O sr Pedro não se importa que se despeçam uns bons milhares desde que não mexam com ele. Continua a bater no ceguinho dia após dia. Rácio professor/alunos, fazer mais com menos blábláblá.A continuar assim, o sr Pedro ainda vai ser convidado para uma comissão de estudo.
    Paulo Prudêncio, tens uma paciência do carago!

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