quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

queriam depressa e bem?

 


 


 


 


 


Por mais que se diga, e com estudos que o comprovam mesmo, que os resultados num sistema escolar são a médio e longo prazos, os "apressados" que nos governam a partir do poder financeiro não sossegam enquanto não deitarem mão à fatia maior do orçamento da Educação através da lógica de má PPP. Conhece-se a receita-da-privatização-tout-court que inclui a escolha da escola.


 


O relatório de inverno do BdP remete o Governo para um plano C (fugir é sinónimo de cavar).


 


Tem conclusões polémicas na Educação, uma vez que o sector anda a "desengordurar" como nenhum outro desde 2006 e talvez os indicadores estudados sejam de 2009. Há uma recomendação que é antiga e que não entra nestas séries: “uma maior escolha pode aumentar a segregação, levando a uma maior concentração dos bons alunos em certas escolas”. É verdade. Em Portugal, a escolha da escola é intensa, antiga, segrega bastante e acentuou-se nos últimos anos (tenho ideia que regredimos).


 


Despesa na Educação continua a reflectir-se pouco nos resultados escolares


 


"(...)Por outro lado, concluem que “as escolas tenderão a agravar a desigualdade no desempenho nas regiões mais desenvolvidas”, o que poderá estar relacionado com "uma maior oferta de escolas". Assim, indicam, “uma maior escolha pode aumentar a segregação, levando a uma maior concentração dos bons alunos em certas escolas”.(...)"




No relatório da OCDE, Education at a Glance 2102, os estudos têm, na página 88, uma curiosidade que nos coloca pela única vez no lugar cimeiro. É fundamental ir ao relatório e ler o capítulo que tem diversos gráficos. No caso que escolhi, e que é sobre o desempenho na leitura de alunos com mães com baixa escolaridade, alunos imigrantes e alunos imigrantes que falam outra língua em casa, somos o país que revela uma menor concentração de alunos que têm mães com baixa escolaridade no quartil acima dos 75% a par de outras evidências.


 


 



 

2 comentários:

  1. Muito bem.
    Os dados são escolhidos do ano que dá jeito: neste momento, os cortes de salários de professores, a redução do nº de professores (através da redução de disciplinas e de horas por disciplina) dão resultados completamente diferentes na despesa. Ignoram-se os bons resultados obtidos pelos alunos portugueses nos exames interncionais de 2012 (são demasiado recentes para valer a pena analisá-los???) e finge-se que quando se investiu menos dinheiro é quando é melhores resultados. Mas eles acham qua na educação os resultados são ao mês? Investimos menos este ano mas se investimos antes ainda temos bons resultados e vamos rter maus resultados é daqui a uns anos. Não vai ser este. A educação NÂO funciona a curto prazo. Comoq uem educa um filho sabe por experiência própria!

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