Não gosto dos governos que escolhem a inveja social como forma de dividir os grupos de cidadãos. Para além de não gostar, verifico que o efeito boomerang exerce-se quase sempre apesar da devastação ter penalizado a classe social ou profissional escolhida; tem sido assim com os professores portugueses.
O actual Governo colocou o sector privado contra o público, mais recentemente os mais jovens contra os pensionistas, faz esse jogo sem fair play e com manipulação de dados.
Sabe-se que não é fácil o acesso a um emprego público (não estou a considerar as nomeações políticas nem os empregos de amiguismo por conta dos aparelhos partidários que sugaram o país e que o empurraram para onde estamos). Quem olhar para o gráfico compreenderá as diferenças salariais entre público e privado e acontecem casos semelhantes com os pensionistas que não beneficiaram das "benesses ilimitadas" da oligarquia vigente.
Antes de tudo, votos de 2013 em grande, dentro do possível...
ResponderEliminarEm relação ao tema, penso que um dos principais é o de se generalizarem as situações. Ao nível do funcionalismo público, há que distinguir os que ganham menos de 600 euros (e são muitos), dos que têm salários ao nível da média nacional (1300 euros) e dos que ganham muito acima da média (médicos, juízes, deputados, etc.).
O mesmo acontece com os pensionistas: Mais de 90% ganham pensões abaixo dos 600 euros (por isso não sofreram cortes e alguns até tiveram um aumento de 1,1%), enquanto que uma parte (talvez 5%) recebe valores acima dos 2000 euros. Assim, há várias realidades e o problema é generalizar-se...
Bom ano Pedro, apesar de tudo.
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