sábado, 23 de fevereiro de 2013

do estado em que estamos

 


 


 


 


Quando se pensa na possibilidade do PCP ou do BE integrarem governos equaciona-se a aliança com o PS. Mas será que esses partidos podem confiar no filiado na internacional socialista?


 


Olhemos para os anos mais recentes.


 


De 2005 a 2011 o PS foi dominado por Sócrates. Era natural que, pelo menos depois de 2008, se tivesse percebido que Sócrates era uma espécie de ultraliberal.


 


Mas não. Havia inúmeros beneficiários do aparelho do PS (militantes e não militantes) que apoiavam efusivamente Sócrates. Por mais que agora se disfarcem, esse passado recente é gerador de fundada desconfiança.


 


Repare-se no que Mário Soares revelou a Joaquim Vieira:


 


"(...)José Sócrates festejou a derrota de Manuel Alegre nas presidenciais de 2011 e estava a ponderar uma aliança com o PSD, pouco tempo antes de os sociais-democratas chumbarem o PEC IV. São factos revelados por Mário Soares em entrevistas a Joaquim Vieira, autor da biografia Mário Soares – Uma Vida, ontem posta à venda.


A euforia de Sócrates com a derrota nas presidenciais de 23 de Janeiro de 2011 chocou Soares, apesar de este estar então de relações cortadas com Alegre. O antigo Presidente da República recorda a conversa com Sócrates nestes termos: «No dia seguinte à vitória do Cavaco, chamou-me lá [à residência oficial]. Eu chego e o gajo estava radiante, bem-disposto. E a primeira coisa que diz foi: ‘Ó Mário, acabámos com aquele [insulto]’. E eu disse: ‘Eh pá, não gosto disso».


Na ocasião Soares também desaprovou a nova táctica do primeiro-ministro, que após celebrar a derrota definitiva do rival planeava «uma grande aproximação aos gajos do PSD».(...)"


 

4 comentários:

  1. Ao que parece, o Costa (que não é do castelo) anda incomodado com o facto de a CDU ter como candidato a Lisboa o deputado europeu João Ferreira.
    Diz-se que o Costa (que não é do castelo) anda a tentar perceber se João Ferreira irá ou não até ao fim, pois, para o Costa (que não é do castelo) vencer Fernando Seara precisará de uma coligação com o PCP.
    Só que o Costa (que não é do castelo) tem um pequeno problema: quando vier propor essa coligação provavelmente dir-lhe-ão para ir falar com o Francisco Assis, ou com o Augusto Santos Silva, para não falar do Seguro, do João Ribeiro ou de qualquer outro dos seus companheiros da casa rosa do Rato.

    Se o povo de esquerda nunca teve um governo que o defendesse, fica provado que a responsabilidade tem nome e símbolo: PS e uma rosa.
    Abraço
    F.

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  2. Não sendo detentor do nível irónico/humorístico do comentador anterior, deixo aqui apenas o que já escrevi noutro sítio (mais qualquer coisita): custa-me acreditar em 1/10 do que diz Mário Soares, mas como não acredito em 10/10 do que diz José Sócrates, fico sem palavras para tecer muitas mais considerações.
    PS, é PS. Seja o "S" de Soares, de Sócrates ou de Seguro...

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  3. Viva Francisco.

    Como sabes, sou pouco interessado nas tricas da capital e nas ditas em geral. Desconheço as personagens.

    Este teu registo é um bocado parecido com o que criticas.

    Há, mais do que comprovada, uma responsabilidade objectiva do denominado arco do poder nas sucessivas bancarrotas e na corrupção associada.

    Como há muito defendo, Portugal ganharia com a presença em governos de todas as forças parlamentares.

    E se corresse mal? E se tudo se mantivesse?

    Bem, aí teríamos outra revolução. Empobreceríamos, talvez sim, mas tentaríamos um caminho mais democrático.

    Ainda hoje ouvi aquele tipo da Goldman Sachs (António Borges) dizer que houve quem ganhasse muito dinheiro nesta fase. Quando se chega a este ponto.

    Abraço também.

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  4. Compreende-se Carlos. Já li mais umas coisas sobre a referida biografia e não há pachorra mesmo para "esta malta".

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