São muitos os que temem pela democracia italiana a par dos que consideram sábia a ingovernabilidade sufragada que determina um "para mais do mesmo, basta assim".
Se quisermos aligeirar a natural preocupação, podemos dizer que se inspiraram no modelo belga que parece ter elegido a ideia de ausência de Governo; deram-se bem em cerca de um ano nesse registo.
Se quisermos dormir descansados, podemos dizer que a administração do Estado italiano é sólida, não infectada pela partidocracia e que o seu modelo industrial multinacional ainda não entrou em queda-sem-fim.
Se quisermos um sobressalto, lembramos a existência da máfia que em Portugal tem um ligiero paralelo com a malta do BPN e afins e é o que se sabe.
Se quisermos ser pessimistas, podemos concluir que os políticos italianos estão completamente descredibilizados. Quem olhar para a história recente italiana não se admirará e se for português deverá mesmo aprender com a lição.
Se, apesar de tudo, nunca tivemos uma Cicciolina na política portuguesa, a verdade é que, em quase tudo, assemelhamo-nos muito a esta Itália descredibilizada, mafiosa e corrupta.
ResponderEliminarSó é pena não pertencermos ao G-8!
Entretanto, não tarda teremos por cá um Grillo com um Movimento 5 Estrelas, numa adaptação dos Homens da Luta, que parece entusiasmar o seu protagonista Gel, segundo o próprio confessou num programa televisivo de há poucos dias. (com a procuradora Mª José Morgado)
E, finalmente, será pelo povo, pá!
:) :) Ana.
ResponderEliminarBoa análise Paulo, se não te importas.
ResponderEliminarNão sintonizo no último parágrafo. Não é razão para pessimismo, diria mesmo que antes pelo contrário. Já era hora.
Uma mensagem que apreciei no Grillo foi a contínua insistência na responsabilização individual. "Estou-me a marimbar que votes em mim. Tu, Tu o que fazes, o que vais fazer do Teu voto?"
Talvez, espero bem que sim e não é à revelia da sua história, Itália acelere uma dinâmica que urge Europa fora.
É uma análise pertinente, se não te importas :)
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