O terror quer avança mais uns passos
"O Ministério da Educação e da Ciência (MEC) anunciou que os professores com "horário zero" poderão passar, já a partir do próximo ano lectivo, ao regime de mobilidade especial. O Ministério da Educação continua a transferir milhões de euros para colégios com contratos de associação, redundantes porque situados nas proximidades de escolas do Estado. Na sua grande maioria, estes colégios são propriedade de personalidades muito próximas do poder político. Entre sacrificar o enriquecimento destes amigos e ameaçar professores com um despedimento a médio prazo e pô-los a receber metade do vencimento, o Governo não hesitou.(...)"
A partir de agora, confesso que acredito em tudo e desconfio de tudo, pois rigorosamente tudo será possível, se quem manda o desejar... e não for deposto entretanto.
ResponderEliminarSerá possível o aumento do número de turmas em escolas com contrato de associação e a consequente diminuição das turmas nas escolas públicas, será possível a transferência de alguns cursos profissionais para Institutos Politécnicos e a consequente diminuição das turmas nas escolas secundárias, será possível o aumento da componente letiva dos horários docentes e a consequente diminuição dos horários existentes em cada grupo de recrutamento, será possível que a drástica redução dos assistentes operacionais e/ou do pessoal técnico administrativo ponha os professores a tomar conta dos alunos nos corredores e nas cantinas, como já fazem em muitas escolas privadas, ou a tratar de rigorosamente toda a burocracia que aos alunos diz respeito, será possível mega-agrupar todas as escolas do mesmo concelho... será possível, em pouco tempo, reduzir à míngua o número de professores e transformar a escola pública no gueto da ralé.
Tudo o que constar por aí, o inverosímil e o inimaginável, será possível, de facto.
É Ana. E já não se ouve outra coisa: "e não for deposto entretanto".
ResponderEliminarIsto quer dizer que, por exemplo, alguns dos 600 contratados extraordinariamente colocados podem passar directamente para os quadros de mobilidade especial? E, depois, para as rescisões "amigáveis" ou para os despedimentos?
ResponderEliminarObra dos tribunais que restam e duns professores generosos. Acabou em farsa, infelizmente. Sinal dos tempos, Carlos.
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