segunda-feira, 4 de março de 2013

descaramento

 


 


 


 


Crato quer mais contratos com escolas privadas




 


Era necessário um grande descaramento para que o MEC decidisse alargar a rede de escolas cooperativas "encostadas" ao Estado. Os estudos, e as investigações jornalísticas, têm sido conclusivos. Aguardam-se os resultados da IGE e da Procuradoria-Geral da República.


 


Mesmo que na notícia se diga que baixará o valor por turma, fica a sensação que há um compromisso eleitoral a respeitar (e nunca se sabe o tempo de duração do Governo) e que não será por acaso que parece ser o SE Casanova a conduzir o processo.


 


É inadmissível que haja escolas do Estado com salas vazias, e com horários zero, ao lado de escolas cooperativas construídas ao arrepio da lei, que beneficiam de uma rede escolar em estado de salve-se quem puder e em que um qualquer agente político se sente no direito de distribuir turmas.


 


É verdade que as notícias deste jornal sobre o sistema escolar não são credíveis. Mas também é verdade que a legislação sobre estas matérias não é cumprida. Já agora, era importante rever a contratação de professores para as escolas cooperativas. Como são pagos pelo erário público, os concursos devem ser públicos e transparentes.

7 comentários:

  1. Engraçado como os jornalistas dos “Económicos” fazem campanha pelos “empreendedores” encostados ao Estado… Faz-se um título a partir de que informação? Quais as fontes? Nenhuma fonte visível, apenas a tentativa constante de contribuir para a destruição da Escola Pública e dos seus Valores…

    Quererá Nuno Crato abrir uma frente de batalha, atirando professores para o desemprego, ao mesmo tempo que contribui para o enriquecimento dos senhores “empreendedores” e para a escravidão dos seus “colaboradores” (outrora, quando tinham espinha dorsal, conhecidos como professores)?
    E o que tem a oposição, que será governo, mais tarde ou mais cedo, a dizer a isto?

    Uma das propostas do senhor vereador da Educação de Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, passa exactamente pela possibilidade de os professores do Ensino Público trabalharem nos colégios com contratos de associação...

    É verdade que as notícias desse jornal não são minimamente credíveis, mas os lóbis dos grupos que operam no sistema educativo estão a trabalhar todos os dias para poderem arrebanhar ao máximo agora (e atenção que estão a alterar o regime de funcionamento...) porque já perceberam que o negócio, num futuro próximo, poderá acabar (assim o queiram os futuros governantes, se forem honestos).

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  2. Se há algum desígnio neste governo é o de acabar com o setor público. O da Educação é um dos casos. Não haverá qualquer tipo de investimento ou de incentivo às escolas públicas e tudo se fará para ir transitando os alunos para os contratos de associação.

    E ainda dizem que são contra as parcerias público-privadas!

    Nem de Liberalismo se trata visto que o Estado é que paga ao setor privado as mensalidades dos alunos.

    É uma caldeirada!

    - Isabel X -

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  3. nem com o país neste estado...

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  4. Nem de liberalismo se trata e é uma caldeirada Isabel X; concordo.

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  5. Pode escrever para o mail que está no topo do blogue.

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