1ª edição em 18 de Setembro de 2012
O secretário de Estado Casanova afirmou que os professores sem componente lectiva não entrarão em mobilidade especial. Alguém confia? É que no mesmo dia, "(...)a FNE tinha acusado o ministro da Educação, Nuno Crato, de ter mentido ao afimar que nenhum docente com horário-zero (que está a trabalhar na escola mas não está a dar aulas) iria para a mobilidade(...)".
Se não se pode confiar no primeiro-ministro nem no chefe do partido mais pequeno da coligação governamental, se o ministro das finanças perdeu a credibilidade técnica e política com a execução orçamental e com a TSU, duplicam as razões dos que desesperam por formas de luta que sejam concludentes e que envolvam os que defendem a escola pública e a democratização do acesso ao ensino.
Paulo, veja lá se não vai ter de engolir um sapo e afirmar que Nuno Crato não faltou à verdade.
ResponderEliminarSe um senhor muito antigo aqui da zona lê isto vai logo dizer: ENTÃO É PORQUE VAI.
ResponderEliminarE não é que ele tem acertado em tudo, infelizmente.
A situação dos professores com horário zero, infelizmente, parece estar em “banho Maria”.
ResponderEliminarNem os próprios, nem ninguém, acredita numa só palavra que se diga sobre o que o futuro lhes reserva, muito menos em palavra de responsável político ou de governante, num país onde a famigerada “malabarice” tem feito escola, impunemente.
Entretanto, vai-se instalando no ambiente escolar (entre professores) um desinteresse confrangedor, disseminado por várias temáticas e não menos perceptível no que aos colegas com horário zero diz respeito, pelo menos em escolas, como a minha, que foram alvo de recente agregação, em que tudo está a ser deslocado, alterado, subjugado...
O desinteresse é tão silencioso e doentio que ameaça a própria solidariedade entre pessoas que coabitam e interagem há décadas, e vai dando lugar a mecanismos de sobrevivência mais ou menos notórios.
Cada vez é mais urgente delinear “formas de luta que sejam concludentes e que envolvam os que defendem a escola pública e a democratização do acesso ao ensino” e é urgente desfazer o anátema sobre os professores com horário zero, porque, para além do mais, hoje (dia 19), esta afirmação, a ter algum valor, já é passado:
«o ministério insistiu que "não há qualquer iniciativa em curso, por parte do Governo, para além do que consta da proposta de Lei 81/XII, que vise alterar os regimes vigentes no sector da educação em matéria de mobilidade".»
Claro que não Pedro. Não faz mais do que a sua obrigação, que será fazer o que prometeu.
ResponderEliminarNão percebi Rui.
ResponderEliminarConcordo Ana.
ResponderEliminarPedro: as grandes opções do plano 2103 incluem os professores na mobilidade especial e isso coloca Nuno Crato na posição de mentiroso.
ResponderEliminarPaulo, continuo a acreditar na palavra de Nuno Crato. Se falhar serei o primeiro a dizer que Crato mentiu; se não falhar serei o primeiro a elogiá-lo e a criticar todos aqueles que duvidaram da palavra de Nuno Crato...
ResponderEliminarEstou para ver como se vão comportar alguns dos mais conhecidos bloggers da nossa praça.
Esta mania de colocar todos os portugueses no mesmo saco não faz o meu estilo. Afirmar que "nem os próprios, nem ninguém, acredita numa só palavra que se diga sobre o que o futuro lhes reserva, muito menos em palavra de responsável político ou de governante" é demasiado injusta para aqueles que não pensam como a Ana.
ResponderEliminarLembre-se que é fácil fazer manifestações do contra. Mas, acredita que os que não estão do lado do contra também se vão manifestar a favor dos seus pontos de vista?
Lembre-se que as sondagens dão um empate entre PS e PSD. Ou seja, mais de 30% dos inquiridos votariam PSD (ou estas sondagens não lhe dizem nada?). Acredita que temos 30% de ricos e que estes é que estão com este Governo? Veja-se o Belmiro de Azevedo e outros, com quem estão???
Não tem a capacidade para perceber que há quem compreenda as medidas que este governo está a tomar, mas que não se manifestam? Se houve 1 milhão de manifestantes (penso que foram menos), claro que isso não quer dizer que os outros 5 ou 6 milhões estejam com o Governo, mas muitos deles estarão...
Que falta de capacidade para respeitar e compreender que há quem pense de forma diferente!!!
ResponderEliminar"Em 19 de julho passado, a equipa do Ministério da Educação e Ciência garantia duas coisas na Assembleia da República: que os professores contratados iriam ter um regime extraordinário de vinculação, tendo o ministro afirmado no final, aos jornalistas presentes, que seria ainda este ano; que nenhum professor com horário-zero iria para a mobilidade especial. O que valem, afinal, os compromissos dos responsáveis do MEC? Parece que nada!
Relativamente à vinculação extraordinária, continua sem ser conhecida qualquer proposta do MEC, sabendo-se mesmo, de acordo com entrevista de Nuno Crato a um semanário, que os professores que ficaram desempregados em setembro são para esquecer. Mas ainda em relação à vinculação, está por explicar como irão vincular professores quando, na mesma entrevista, o ministro afirma que a redução do número de professores irá continuar nos próximos anos.
Já relativamente à mobilidade especial, o desmentido surge através das Grandes Opções do Plano para 2013: “os instrumentos de recursos humanos (mobilidade geográfica, mobilidade especial e as regras de compensação de horas extra) devem ser aplicados a todos os trabalhadores de entidades empregadoras públicas, incluindo estabelecimentos de ensino e entidades do Serviço Nacional Saúde”.
Mas outra coisa não seria de esperar… que razão levaria o MEC a criar uma enorme bolsa de professores com horário-zero que não fosse ver-se livre deles a prazo? Por que razão o MEC iria manter professores nas escolas sem turma atribuída e, ao mesmo tempo, aumentar o número de alunos por turma? Por que razão tarda o MEC em reunir com a FENPROF, como lhe foi solicitado há duas semanas, para, nessa reunião, entre outros aspetos, ser fixada uma listagem de atividades que, não sendo aulas, correspondem a atividade letiva?
"Trabalho sujo"
Ela aí está, a mobilidade especial para aplicar aos professores e para lhes reduzir o salário a níveis insuportáveis e, posteriormente, empurrá-los para fora da profissão. A equipa de Nuno Crato fez todo o trabalho sujo ao eliminar postos de trabalho, ao extinguir milhares de horários, retirando às escolas professores que lhes são necessários. Às denúncias da FENPROF, Crato respondeu com arrogância afirmando que os números avançados eram fantasiosos… mas não eram como, infelizmente, a realidade veio confirmar.
Mas a equipa ministerial foi mais longe e mentiu. Mentiu aos deputados, aos professores e aos portugueses quando afirmou que não se aplicaria a mobilidade especial aos professores. Se outros motivos não existissem, e existem, esta equipa ministerial não reúne condições para continuar a governar!
ÚLTIMA HORA:
A FENPROF acaba de receber o ofício em que o Gabinete do Ministro da Educação e Ciência marca para sexta-feira, dia 21, pelas 16.30 horas, nas Laranjeiras, a reunião solicitada há duas semanas para discutir e estabelecer os prazos e calendários negociais referentes aos seguintes assuntos:
i) O grave problema do desemprego dos professores e a vinculação de docentes;
ii) O pagamento de compensação por caducidade aos docentes;
iii) Listagem de atividades docentes que deverão ser consideradas letivas.
A FENPROF levará ainda, a esta reunião, as seguintes questões: a) Correção dos erros verificados no processo de colocação de professores; b) “Ofertas de escola”: a necessidade de intervir para tornar transparente este processo de recrutamento de docentes."
Porque vivo e acredito na Democracia, continuo a aguardar que aqueles que não pensam como eu, que compreendem as medidas que este governo está a tomar, que pertencem aos muitos milhões que não se manifestaram publicamente, enfim, que avaliam tudo de forma diferente, apresentem argumentos em prol das suas crenças, opiniões e convicções, deixando de lado as artimanhas do tom provocatório que incutem às suas manifestações vazias de conteúdo factual para torná-las dogmas.
ResponderEliminarAcrescento ainda que não tenho, de facto, "capacidade para respeitar e compreender que há quem pense de forma diferente", quando o verbo "pensar", na frase supracitada, não corresponde ao único significado legítimo que possui, ou seja, quando é desprovido de conteúdo.
[«PENSAR: v.t. e v.i. Processo pelo qual a consciência apreende em um conteúdo determinado objeto...»]
Tenho acompanhado as suas intervenções em vários blogues e, em relação ao que considero de facto importante: a argumentação com base em dados concretos, isenta de conjecturas, continuo à espera de perceber o que defende, porque defende, com que alicerces defende... pois saber que defende as políticas deste Governo não é, para mim, argumentação digna de crédito.
Se desejar satisfazer esse meu desejo, ficarei muito grata e, porventura, enriquecida.
Caso contrário, agradeço que não me interpele mais, pois não terei prazer em responder-lhe, aliás não o farei, acima de tudo, pelo respeito que o Paulo Prudêncio merece, mantendo esta sua casa aberta sem quaisquer restrições.
Cumprimentos.
Pedro: esta discussão não apagará os cortes no essencial.
ResponderEliminarEscrevi ao Pedro noutro comentário: esta discussão não apagará os cortes que foram feitos por este Governo na escola pública que carecem de fundamento empírico e até teórico.
ResponderEliminarMas, os cortes são essenciais! Ou está à espera de milagres?
ResponderEliminarAna,
ResponderEliminarestá à espera que os que não pensam como você "apresentem argumentos em prol das suas crenças, opiniões e convicções, deixando de lado as artimanhas do tom provocatório que incutem às suas manifestações vazias de conteúdo factual para torná-las dogmas."
Mas, você não lê outros blogues que não os que veiculam uma opinião igual à sua. Olhe, nos meus blogues estou farto de apresentar argumentos. E faço questão de visitar outros blogues para contra-argumentar. Porque é que você não faz o mesmo?
Quer maior argumento do que a situação de quase bancarrota que este Governo apanhou quando chegou ao poder?
ResponderEliminarQuer outro argumento: compare as pirâmides etárias de Portugal de 1981 e 2011 (e já agora as que se perspecyivam no futuro) e vai ver que a lógica dos "direitos adquiridos" é insustentável...
Sempre oportuno, Paulo, se me permites.
ResponderEliminarE, como já comentei noutro post, (re)ler os comentários não é menos importante...
Pois é. Nuno Crato foi mais que habilidoso e veio agora esclarecer os mais distraídos (todos nós, certamente) que a promessa dele apenas se aplicava ao ano lectivo em curso. E, de facto, este ano ninguém foi para a mobilidade especial.
ResponderEliminarAgora resta-nos esperar pelo final das negociações entre o ME e os sindicatos e ver se algum professor dos quadros irá, em Setembro, para a mobilidade especial. Continuo a pensar que esta hipótese não se tornará em realidade...
Este discurso mais parece uma cassete Pedro. Lança-se o disparate e depois atenua-se. Os professores estão demasiado isolados para terem um ministro que parece nada saber sobre a realidade.
ResponderEliminarSaber da realidade?
ResponderEliminarNo actual contexto em que vivemos, a realidade é mais que efémera, pelo que a cada dia que passa há novidades, mudanças, novas circunstâncias...
Importante é que as os sindicatos siabam negociar e fazer ver ao Ministro a importância de aproveitar todos os professores do quadro, sem recorrer à sua dispensa. Nem que para isso se alterem as regras dos concursos, alargando as áreas geográficas para as quais há que concorrer.
Agora, desperdiçar mão-de-obra qualificada é que não!!!
É tudo muito veloz Pedro; até a corrupção.
ResponderEliminarAlargar mais as áreas geográficas? E passamos todos a usar transportes públicos como os nórdicos? Ninguém usa viaturas de serviço (nem motorista)? Mas ninguém mesmo, a começar pelo Cavaco Silva.