sexta-feira, 26 de abril de 2013

ai se o estado falasse

 


 


 


 


O Estado tem sido tão vilipendiado e acusado de malfeitorias tal que se as suas paredes falassem nem sei o que aconteceria ao pântano em que mergulhou a sociedade portuguesa.


 


A advocacia de defesa do Estado já nem vai ao tempo em que português que se prezasse sacava ao bem comum, mesmo que em pequena escala, e que quem não o fizesse era minorado socialmente. Assistimos a um tempo que duvido que tenha paralelo tal o grau de corrupção e de "encostados" ao orçamento que não perdem uma oportunidade para zurzir no "malfeitor".


 


Há uma espécie de praga que vai das PPP´s aos swaps, passando por estudos, pareceres, reformas, ajudas de custo e por aí fora e em escalas para todos os gostos.


 


O espectáculo está insuportável. Cansa ver tanto oportunismo e é suficiente passar os olhos pelos sites dos jornais de referência. Detesto os discursos imaculados, mas há alturas em que o basta entra em moda. Também aqui há nojo suficiente para todas as escalas. Nem o "salve-se quem puder" justifica tanta mediocridade. Há quem se passe para todas as latitudes e longitudes com a ideia da invisibilidade e desprezando a inteligência alheia. Espera-se que o tempo faça das suas.

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