Dezenas de milhares de professores contra aumento do horário escolar na Dinamarca
"(...)Há dois dias que perto de 900 mil alunos não têm aulas na Dinamarca. Cerca de 90 mil professores estão nas ruas, num protesto inédito no país, contra o aumento das horas de aulas semanais e que seja dado poder aos municípios para determinarem os horários escolares.(...)"
Entre outros detalhes, é interessante registar o desacordo entre os sindicatos de professores e os municípios sem a interferência do Governo. Este tipo de negociação não é replicável em Portugal, embora existam vários motivos para uma contestação semelhante.
Os professores portugueses têm perdido uma série de oportunidades nos últimos anos.
Os mais destemidos acabam por ficar isolados, enquanto a maioria prefere tratar da vidinha. Os resultados da tal vidinha prejudicam todos e a vidinha-tout-court também se vai danificando seriamente.
E depois existem aquelas lutas da família das abstenções violentas como se pode ler nesta notícia: FNE e FENPROF receiam pela qualidade de ensino com a criação de mais agrupamentos. É: o receio destas centrais assusta qualquer um. É melhor que os agarrem. É também a ladainha habitual: a qualidade descerá depois de mais 18 agrupamentos, quando andamos neste desmiolo há mais de dez anos, com acentuado desnorte nos últimos seis, e com centenas de agrupamentos e comprovada perda de qualidade.
Numa população total de, aproximadamente, 5,5 milhões de pessoas, existem cerca de 90 mil professores??? Estranho!
ResponderEliminarAinda dizem que, por cá, somos muitos!
E os professores dinamarqueses saem todos à rua para contestar o aumento das horas lectivas que, actualmente, são uma média de 16 horas por semana?!? E ainda dizem que, por cá, os professores são uns privilegiados!
De facto, a Dinamarca é outro mundo, com outra gente e, sobretudo, outras convicções.
Mais:
ResponderEliminarNo quadro da actual política educativa em Portugal, uma reivindicação como esta...
«Os professores “estão preparados para passarem mais tempo a dar aulas, mas acreditam que existem limites”, precisam de “tempo de preparação para oferecer qualidade em cada aula”»
... seria até motivo de escárnio, pois os nossos governantes preconizam o fazer mais com menos, ou seja, mais promoção/ contratos de associação com ensino privado, com menos gastos no ensino público, onde "oferecer qualidade" é uma espécie de aforismo para enfeitar a ideologia neoliberal vigente. (fica bem, embora não tenha qualquer substância.)
São detalhes muito importantes Ana. Obrigado.
ResponderEliminarObrigado.
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