sábado, 13 de abril de 2013

sem surpresa

 


 


 


 


Para além das crateras bancárias, dos juros astronómicos que têm sido pagos e da impossibilidade de desvalorização da moeda, era expectável, como se tem dito, que o Estado tivesse uma almofada de liquidez depois dos cortes a eito que incluíram dois a três salários por ano. Também se começa a evidenciar outro aspecto que tem feito correr muita tinta: os 4 mil milhões e as inconstitucionalidades foram invenções tacticistas do domínio da ideologia do Estado mínimo para além da troika.


 


O modelo em curso já arruinou a vida de milhares de pessoas e "perdeu" uma geração. É grave, irreversível e imperdoável. Veremos como é que isso se pagará.


 


 


 


2 comentários:

  1. Para um país que já recebeu mais de 50 mil milhões de euros da troika e que continua a colocar no mercado títulos do tesouro para se financiar, não precisar de mais dinheiro da troika até Setembro não é uma notícia extraordinária, mas apenas a prova de como os (des)governos dos últimos 15 anos nos deixaram completamente de tanga...

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  2. Não leria assim Pedro. Não é correcto circunscrever o estado em que estamos a um qualquer Governo. Penso que a estratégia que seguimos desde a adesão (Cavaco foi eleito a primeira vez nos finais de oitenta com um discurso populista e é só olharmos para o percurso dos que lhes estavam mais próximos para termos um valente arrepio) nunca foi contrariada.

    Temos um Governo que se afirmou para além da troika e falhou. Ficou amarrado à ideologia.

    Percebeu-se que o Estado, com tanto corte a eito, estaria "inundado" de liquidez que vai tapando as crateras bancárias e outras coisas do género. Os maus resultados estão a assustar os predadores e parece que querem mudar a agulha. Veremos.

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