quinta-feira, 16 de maio de 2013

e no entanto move-se - uma nova vaga de contestação? (3)

 


 


 


A plataforma de sindicatos de professores anunciou hoje a realização de fortes acções de luta. Esta união é um sinal muito positivo numa fase decisiva na defesa da escola pública.


 


Já é consensual a injustiça que se tem abatido há anos a fio sobre os professores portugueses. É evidente que podemos concordar ou não com algumas das acções de luta, mas o que se eleva é a união dos sindicatos. Dá ideia que está em construção mais uma forte vaga de contestação.







26 comentários:

  1. Greve ao primeiro dia de exames nacionais. Vamos ver como atuam os que estão sempre a reclamar que greves a exames é que era...

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  2. A FNE assinou tudo mas ainda foi pensar refletir sobre os exames. Foram perguntar a alguém...

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  3. Se os professores da minha escola tivessem conhecimento de blogs como este e, se por acaso, lessem este texto, perguntavam: “mas o que se passa?”

    Os professores desta escola não são replicáveis pelas restantes do país. A maioria é uma corja de bananas que vegeta.

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  4. A hora é de união, repito. Há um denominador comum que justifica isso.

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  5. Paulo, pode ser esta a última oportunidade de se gerar um movimento muito amplo que não se confine apenas aos sindicatos. Se me permites, por que não tentar juntar vários bloguistas e, em associação com as organizações sindicais, tentarem mobilizar, através de um efectivo esclarecimento, o maior número de professores e sensibilizar a opinião pública?

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  6. Rui Rodrigues, Amadora16 de maio de 2013 às 22:23

    A união faz a força, o passo dado pelos sindicatos é um passo fundamental mas é insuficiente. Têm a palavra os professores, os bloggers, as associações de pais, os movimentos e as escolas como instituições. Guimarães e Coimbra já mostraram como se faz.

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  7. A plataforma começou com hesitações. A greve aos exames está a ser noticiada como uma acção da FENPROF. A FNE aguarda autorização.

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  8. A divulgação é não deixa dúvidas, só que alguma comunicação social lança a confusão -

    "Os sindicatos agendaram uma greve geral de professores para 17 de Junho, primeiro dia dos exames nacionais do ensino secundário.

    A plafatorma de sindicatos abriu guerra ao Governo e agendou três acções de luta para o próximo mês. Os protesto vão arrrancar com uma semana de greve (entre 11 e 14 de Junho) durante o período de avaliação dos alunos, seguida de uma manifestação nacional no dia 15, em Lisboa terminando com uma uma greve geral de professores para 17 de Junho, dia que coincide com o primeiro dia dos exames nacionais do ensino secundário- o de Português.

    Mas os protestos podem não ficar por aqui. As medidas anunciadas pelo Governo para o sector "tem sido um desfile de horrores" e "se necessário continuaremos depois disso", avisa o porta-voz da plataforma que reune nove sindicatos, Mário Nogueira.

    Estas foram algumas das decisões tomadas durante uma reunião que hoje juntou novamente - passados quatro anos - , em Lisboa, os sindicatos de docentes para analisar os impactos na educação das medidas anunciadas pelo Governo, que podem implicar o aumento do horário de trabalho e a passagem à mobilidade especial dos professores."

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  9. Paulo: este governo cairá.

    No blog do Pacheco Pereira, o próprio esclarece:

    "Para acertar nas previsões políticas em Portugal basta seguir uma regra básica: prever o pior que é possível, usar da Lei de Murphy de que se uma coisa pode correr mal, muito provavelmente ela correrá mal, e esperar. Nem sequer é preciso esperar muito. Todos os comentadores e analistas que não seguem esta regra enganam-se ou então tem que fazer uma série de piruetas para encaixar o que acontece naquilo que juravam que nunca acontecia. É, como já escrevi, da natureza do 'material' e 'o material tem sempre razão.'

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  10. Carlos Capelão, no comentário anterior

    Abraço.

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  11. A precipitação não é boa conselheira.

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  12. Interessante Cap, obrigado. Abraço também.

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  13. A FNE vai roer a corda...

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  14. A Milú, essa brava, legislou serviços mínimos aos exames.

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  15. Mas desta vez vai apoiar a greve aos exames. Ela e o Trócrates. O Passos dirá que não somos patriotas, o Crato reforçará os serviços mínimos e o Seguro vai pensar.

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  16. O Correntes é irrepreensível como os professores contratados desde a primeira hora.

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  17. "com" em vez de "como"

    Sejamos justos - os blogs de professores estiveram sempre com os contratados

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  18. Repare-se neste comunicado da Pró-ordem em que desanca no sectarismo do Mário Nogueira:

    "
    POSIÇÃO DA PRÓ-ORDEM SOBRE A GREVE AOS EXAMES NACIONAIS

    Em virtude de alguma comunicação social ter noticiado que a generalidade dos sindicatos de professores irá aderir à greve às avaliações e aos exames, a Pró-Ordem (Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem) informa que, devido ao sectarismo do Secretário-Geral da Fenprof, não pôde estar presente na reunião de sindicatos realizada ontem à tarde em Lisboa.

    Confrontado, ontem de manhã, com o facto de ter excluído a Pró-Ordem desta reunião, Mário Nogueira afirmou não ter gostado de um artigo que o Presidente da Pró-Ordem publicou há uns meses atrás, na página de opinião do jornal “Público”, e no qual criticava algumas práticas da Fenprof.

    Por esta ordem de razões, a Pró-Ordem ainda não deliberou sobre a adesão ou não ao calendário de manifestações e greves agendadas pela Fenprof.

    Num momento em que seria desejável a convergência e a unidade de todas as associações sindicais, é lamentável que a Fenprof continue igual a si própria, tenha imensa dificuldade em conviver com o direito à diferença, o debate livre e a crítica, típicos da Sociedade Aberta, e tenha excluído uma organização com base em “delito” de opinião.

    Lisboa, 17 de maio de 2013

    Pela Direção Nacional
    O Presidente
    Filipe do Paulo"

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  19. Sim, a hora devia ser de união. Mas, no momento da ação, vai falar mais alto o medo de desagradar aos "bosses" e a necessidade de todo o dinheiro do vencimento. Esperar a capacidade de "tão grandes" sacrifícios de uma classe que se foi habituando à subserviência é quase impensável. Lamentavelmente, a maior parte lá estará de espinhaço curvado, à espera que lhe ponham mais umas arrobas às costas para poderem continuar a lamentar-se, com mais razão ainda, nos tempos que se seguem: a autoimolação pelo fogo lento...
    MJAC

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