Houve uns quantos professores que não fizeram greve, mas a precentagem dos grevistas foi a mais elevada da história do sistema escolar. Os professores conhecem demasiado bem estas atmosferas. Às tantas, é preferível assim por muito que custe olhar para certas coisas em tempo real. Nuno Crato parece especialista nestas guerrilhas e lá sabe os manuais de tacticismo que consulta para convocar 115 mil professores para 75 mil alunos. Já se sabe que estas trapalhadas acabam sempre por virar o feitiço contra o feiticeiro.
Como se tem comprovado nas últimas semanas, o denominador comum dos professores é forte, maioritário, está ainda mais unido e longe de baixar os braços. Se os professores foram humilhados e estavam irritados com o MEC, a dose duplicou e vai acentuar-se. Isso devia dar que pensar a quem acredite que os professores são essenciais, que devem estar mobilizados e que têm que sentir que o país confia no seu exercício. O grau de exigência que se pede aos professores aumenta exponencialmente em períodos críticos como o que vivemos.
O rescaldo do dia de ontem é evidente. Para além de se ter realizado o exame mais irregular dos últimos 50 anos, e de portas abertas para o país, a atmosfera relacional nas escolas voltou aos tempos cortantes de 2008 e 2009. A inspiração do Antero é o que se sabe e resolvi publicar dois desenhos seus de seguida. Nuno Crato merece um pleno lurditas d´oiro, realmente. Como ministro, merece mesmo um destino semelhante.
Exatamente!
ResponderEliminarAcho que o Crato conseguiu a proeza de unir um número esmagador de professores em defesa da Escola Pública. A Lurdes não conseguiu tanto.
ResponderEliminarA Lurdes rapidamente se deu a conhecer e era facilmente previsível. O actual mec demorou a revelar-se mas, quando o fez, desmoronou-se de forma abrupta e violenta uma montanha de ilusões e de esperança que muitos professores criaram em torno da sua (falsa) imagem...
:) Rui.
ResponderEliminarEnfim Carlos.
ResponderEliminarDesculpa Carlos. Subscrevo mesmo a "Acho que o Crato conseguiu a proeza de unir um número esmagador de professores em defesa da Escola Pública".
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