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terça-feira, 2 de julho de 2013

é bom que se sublinhe

 


 


 


 


 


O coro anti-Vitor-Gaspar inclui a quase totalidade da nação, mas é fundamental sublinhar algumas diferenças a pensar no presente e no futuro. O coro não se cansa de sublinhar a decisiva importância dos professores. Agradecemos e registamos. Reconhecemos a simbologia e o exemplo das nossas acções apesar de representarem uma migalha no orçamento de Estado e a centésima milionésima parte do desvario da corrupção. É que, e como ontem escrevi, o "mau perder e as obsessões" não largam os professores.


 


Ao ler o cronista Daniel Oliveira do Expresso (um dos menos lurditas d´oiro, reconheça-se, mas mesmo assim um ligeiro lurditas d´oiro mais até pelo natural desconhecimento das questões da Educação e pela necessidade de alimentar o bullshit) repete-se a sensação de outros tempos.




Esta sua crónica, com a data de ontem, começa assim: "(...)Faz todo o sentido que Vítor Gaspar se tenha demitido por causa das cedências de Nuno Crato aos professores. Elas não foram apenas uma monumental desautorização das suas imposições a todos os ministérios. Tiveram efeitos orçamentais significativos, deixaram a troika de cabelos em pé e foram um prenúncio do que espera Passos Coelho na sua tão desejada "reforma do Estado".(...)". Se o cronista Daniel Oliveira acha que os professores impediram que dezenas de milhares de funcionários público sejam despedidos já em Setembro, é uma leitura aceitável e deve explicitá-la. Não pode é deixar implícito que tiveram efeitos orçamentais significativos, deixando no ar a candidatura a um completo lurditas d´oiro.
 




 



sábado, 29 de junho de 2013

da blogosfera - abrupto

 


 


 


A solidão das lutas


 


 


"Uma coisa os professores devem ter percebido, como os funcionários públicos perceberão, como os estivadores, ou os trabalhadores dos transportes, já tinham percebido. É que se quiserem resistir à avalanche que lhes caiu e cai em cima, estão sozinhos. A boca cheia da solidariedade é apenas isso, mas cada grupo profissional só pode contar consigo próprio para tentar travar a acentuada desqualificação da sua profissão, o reforço do autoritarismo de proximidade, de chefes e directores, os despedimentos colectivos, o aumento por decreto do horário de trabalho, a violação de todos os contratos e direitos. 


Pode contar com a hostilidade de uma parte da população, acirrada pelos inconvenientes das greves, pelo discurso de guerra civil do governo e por uma comunicação social que, mesmo quando é muito da esquerda festiva e cultural, muito simpática com o folclore dos “indignados”, é hostil às lutas, às greves e aos sindicatos. Um dia, uma análise do grupo profissional dos jornalistas, explicará muito sobre como as fraquezas da profissão originam um dos discursos mais masoquistas, muito próximo do discurso do poder.


 A solidão dos que reagem e não se bastam com manifestações de protesto que a mediatização trivializa, só pode ser invertida se os seus actos forem corajosos, unidos e massivos no âmbito profissional. Ou seja, com risco. Se mostrarem força, terão força e arrastarão consigo solidariedades que nunca terão com protestos “simbólicos”. E terão a simpatia de muitos que ou são indiferentes ou egoístas, porque, nesse momento, então sim, as lutas de resistência à iniquidade destes dias de lixo comunicam entre si. Nessa altura, polícias reconhecer-se-ão nos professores, e pessoal da CP e da Carris nos polícias, os professores nos estivadores, os funcionários públicos nos trabalhadores têxteis, os despedidos de uma fábrica nos reformados, os enfermeiros nos jovens à procura do primeiro emprego e nos desempregados de longa duração. O mundo do trabalho no mundo do trabalho."





Uma pessoa até se belisca a ler estas coisas.


terça-feira, 18 de junho de 2013

merecido

 


 


 


 


 


Houve uns quantos professores que não fizeram greve, mas a precentagem dos grevistas foi a mais elevada da história do sistema escolar. Os professores conhecem demasiado bem estas atmosferas. Às tantas, é preferível assim por muito que custe olhar para certas coisas em tempo real. Nuno Crato parece especialista nestas guerrilhas e lá sabe os manuais de tacticismo que consulta para convocar 115 mil professores para 75 mil alunos. Já se sabe que estas trapalhadas acabam sempre por virar o feitiço contra o feiticeiro.


 


Como se tem comprovado nas últimas semanas, o denominador comum dos professores é forte, maioritário, está ainda mais unido e longe de baixar os braços. Se os professores foram humilhados e estavam irritados com o MEC, a dose duplicou e vai acentuar-se. Isso devia dar que pensar a quem acredite que os professores são essenciais, que devem estar mobilizados e que têm que sentir que o país confia no seu exercício. O grau de exigência que se pede aos professores aumenta exponencialmente em períodos críticos como o que vivemos. 


 


O rescaldo do dia de ontem é evidente. Para além de se ter realizado o exame mais irregular dos últimos 50 anos, e de portas abertas para o país, a atmosfera relacional nas escolas voltou aos tempos cortantes de 2008 e 2009. A inspiração do Antero é o que se sabe e resolvi publicar dois desenhos seus de seguida. Nuno Crato merece um pleno lurditas d´oiro, realmente. Como ministro, merece mesmo um destino semelhante.


 


 


quarta-feira, 12 de junho de 2013

exames - um professor vigilante por aluno?

 


 


 


O Júri Nacional de Exames é agora uma espécie de Colégio Arbitral de recurso com ramificações desconcentradas.


 


 


 


Greve de professores aos exames está a dividir directores


 


"“Não estou a prejudicar a greve, estou a ser justo", diz dirigente de Carcavelos e responsável da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, que convocou todos os professores a apresentarem-se ao serviço.(...)"






Ministério convoca todos os professores para estarem nas escolas no dia da greve aos exames




"Orientação foi enviada para as escolas nesta quarta-feira.(...)"