domingo, 23 de junho de 2013

professores são uma referência contra o medo

 


 


 


 


 


 


 


A jornalista São José Almeida escreveu ontem este artigo na impressa do Público muito elogioso para os professores. Concordo: os professores têm sido uma referência contra o medo, mas também têm de combater o flagelo no seu seio. O medo e o medo de ter medo são mesmo os fenómenos mais dilacerantes a que assisti no sistema escolar nos últimos anos.


 


Desde de 2007 que se instalou na atmosfera escolar um ambiente cortante que evidenciou o pior que há nos humanos e em que a eliminação da memória fez escola. Os paralisados pelo medo, muitas vezes apenas uma outra forma de oportunismo, rapidamente passam pelos pingos da chuva como se o comportamento fosse normal ou invisível. A abjecção moral tornou-se banal e quotidiana e vai deixando marcas profundas.




É por isso imperdoável que, no dia anterior ao exame de 17 de Junho, Nuno Crato tenha convocado 115 mil professores estimulando a divisão e a emersão dos comportamentos mais medrosos ou oportunistas. O MEC perdeu em toda a linha; é só deixar que o tempo passe e desde que os professores se mantenham firmes no essencial.





11 comentários:

  1. O CAP que fez o que fez no Agrupamento de Santo Onofre anda pelo facebook da Defesa da Escola Pública a espalhar apelos à união e recebe likes dos professores "ocupados". O teu texto é na mouche. É a malta do vale tudo.

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  2. Parabéns Paulo, como sempre consegues sintetizar muito bem o que o medo fez aos comportamentos dos professores provocando das ações mais hediondas ais quais assisti. tomara que os professores se mantenham FIRMES pelo menos um em cada conselho de turma.

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  3. Talvez seja importante não ignorar que, para além do MEC, são os próprios sindicatos que têm promovido a instalação do medo no estado de espírito de muitos professores. Ou será que alguém consegue ignorar esta evidência?
    Quem é que começou a dizer que a componente lectiva iria aumentar das 22 para as 25 horas?
    Quem é que começou a dizer que a mobilidade especial se traduziria num despedimento imediato?
    Quem é que começou a dizer que a retirada da DT da componente lectiva equivaleria à perda de 3000 horários?
    Convém perceber que a instalação do medo também tem sido responsabilidade dos sindicatos de professores, com a Fenprof à cabeça...

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  4. O senhor comentador professor Pedro regressa com os fantasmas.

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  5. Seria possível facultar o artigo todo? Não sou assinante...
    Obrigada

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  6. Também reparei nisso. Podes indignar-te na página respectiva.

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  7. Fracamente Pedro: os sindicatos a institucionalizarem o medo? Isto começou em 2007. Não podemos dizer que os professores não são instrumentalizáveis e depois fazer afirmações dessas.

    Sim Pedro: se as DT´s saírem da componente lectiva o excel dirá que são 3000 horários a menos. Na prática não será assim e é esse desconhecimento que leva a que o Governo não acerte uma previsão e nos tenha empurrado para uma bancarrota ainda mais grave do que a que encontrou,

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  8. Vou tentar uma imagem da impressa de ontem AC. Se ficar bem publico.

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  9. OK. Obrigada!

    Agora vou "martelar" para o S. João!! Pode ser que encontre alguém que precise de levar no toutiço!

    São João, São João
    Dá cá um balão
    Para eu brincar

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  10. :) Bem me lembro do meu primeiro São João no Porto, por volta de 1979. Que espanto. Nunca tinha ouvido falar dos martelos e quando saí de casa foi de tal ordem que comprei o primeiro que me foi possível. É uma festa única, realmente.

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