"A direita continua a odiar a escola pública" é o titulo da crónica de José Vítor Milheiros que termina com o parágrafo que escolhi para imagem. Mas o grave desinvestimento que se está verificar na escola pública não tem sido perpetrado apenas pela direita e isso é que é ainda mais preocupante.
Há muita gente de esquerda, aquela esquerda que viveria sem qualquer incómodo na ditadura e que se habituou a depenar o Estado através dos aparelhos partidários, que tem um ódio "de direita" só que mais secreto. Há ainda uma esquerda "aristocrata", mais adepta de fundações e de outras benesses ilimitadas, que não podemos dizer que viveria sem problemas na ditadura, mas que revela, e também em segredo, um profundo desprezo pelo povo em simultâneo com o mais ávido desejo pela vida dos salões que dão acesso às oligarquias.
Este conjunto, que vive da oportunidade e em grande parte do chico-espertismo, jamais perdoará o financiamento dos impostos que fez da "escola pública, em Portugal e no mundo, o mais bem sucedido empreendimento humano, tendo sido central no combate à ignorância, à pobreza e à injustiça e na construção da democracia, da cultura e da ciência modernas(...)". Quando muito, usarão argumentos semelhantes, em campanhas eleitorais, por exemplo, que esquecerão no momento seguinte.
Sem comentários:
Enviar um comentário