Não analisei no blogue a última entrevista de Nuno Crato na SIC por falta de pachorra. O momento do anúncio "Cambridge" para os exames do 9º ano de inglês enjoou-me de vez. Para além de tudo, há milhares de pessoas a sofrerem com as política cratianas, a escola pública está a levar um abalo trágico e a um ministro da Educação exigia-se mais respeito.
Nuno Crato até se podia justificar com a vaidade e a soberba que impediram que dissesse não ao posto de "carrasco" de serviço. Mas não. Nuno Crato não resiste à manipulação mais básica com uns laivos que parecem tão caros às nossas "elites": um pacóvio interesse por uma cultura internacional.
Em tempos (seguramente também na ditadura), e nem me lembro se era Oxford ou Cambridge ou outra instituição com nome sonante e méritos confirmados, existiam uns cursos por correspondência para costureiras, electricistas, canalizadores, inglês falado e escrito, cabeleireiras e por aí fora. Já se anunciava o inglês como um espécie de carta de condução internacional que permitiria comunicar num mundo cada vez mais global onde a mobilidade das pessoas, e o seu penteado, faria as delícias das grandes multinacionais do consumo.
E assim foi.
Que seja. Mas é bom que se sublinhe: a história da humanidade comprova que, e no uso dos idiomas, o que de fundamental se fez partiu dos idiomas de origem e das culturas locais. Proust, Joyce, Kant, Pessoa e todos os outros são exemplos do que acabei de escrever e esta exibição à volta do inglês já faz doer o cérebro.
Se num momento como o que estamos a viver um ministro da Educação tivesse o desplante de anunciar aquele atávico Cambridge, só haveria uma consequência: a porta de saída seria a única disponível.
Já estou a ver os papás a inscreverem os filhotes no
ResponderEliminar"Cambridge Scool" e a empresa a esfregar as mãos de contente e tudo a custo ZERO.
São mesmo uma cambada...
Digo school
ResponderEliminarEstão a ver!
Eu chumbava no exame
:) :) PF.
ResponderEliminar