sábado, 28 de setembro de 2013

empobrecer e desistir (2)

 


 


 



 


 


 


Este ministro da Educação é risível. Vai promover um inquérito para saber as causas do óbvio. Por este andar, não será apenas no superior que o plano inclinado se sentirá.


 


 


Em 18 de Setembro de 2013 escrevi assim sem ter consultado os resultados de um qualquer inquérito:


 


 


Os números não enganam: temos menos alunos no ensino superior, menos alunos no ensino regular completo do ensino secundário e do 3º ciclo e se o desmiolo continuar teremos menos alunos no 2º ciclo por via do ensino dual precoce. Estamos a empobrecer e a desistir da Educação. Para além disso, devíamos ter vergonha com o armazenamento de alunos nas salas de aula, com a preguiça para antecipar os problemas e por não combatermos mesmo (veja-se o caso inglês no primeiro ciclo e a relação com a epifania Cambridge) o insucesso escolar no pré-escolar e no 1º ciclo.


 


Que não existam dúvidas: mais anos de frequência no ensino regular completo é o único indicador do avanço civilizacional de uma sociedade. É aí que se estabelece a igualdade de oportunidades. Só a ingratidão de uma sociedade endinheirada, a mais formada de sempre pela escola pública, é que nega a evidência. Não adianta argumentar com o mercado de trabalho: os alunos do ensino regular completo conseguem, em poucos meses, adquirir as competências e os conteúdos da maioria dos cursos profissionais, CEF´s e dual.


 


O que mais impressiona neste processo de exclusão é que até os professores são atingidos pela voracidade. Os professores estão a desistir há anos a fio. Em Portugal é-se politicamente incorrecto por se pronunciar inclusão ou combate ao abandono escolar. Uma sociedade exclusiva, pobre e imatura elimina essas expressões caras ao desenvolvimento.


 


 


 

8 comentários:

  1. Certeiro!!! Concordo em absoluto, não estamos só a empobrecer... Somos um país desistente com a revolta à flor da pele...

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  2. Uma boa síntese dos resultados de uma política desastrosa. Como é possível que isto não seja evidente para todos/as?

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  3. "Em Portugal é-se politicamente incorrecto por se pronunciar inclusão ou combate ao abandono escolar..."

    Em Portugal, ou neste reino de faz de conta, é-se politicamente incorrecto por se pronunciar muitas outras coisas, como: (relações de) proximidade, identidade, equidade, motivação...

    Ao invés disso, pronuncia-se rigor e exigência como se se tratassem de dentífricos branqueadores de próteses dentárias. Quando se desmascarar por completo a falácia, será tarde demais para gerações e gerações de portugueses.

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