Mostrar mensagens com a etiqueta igualdade de oportunidades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta igualdade de oportunidades. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

é isso e a roda

 


 



 



 


 


 


Os norte-americanos parece que descobriram o algoritmo que nos diz que a sociedade desempenha o papel fundamental no sucesso escolar.


 


Há muito que se sabe que as alunos que reúnem boas condições socioeconómicas têm melhores resultados, como se comprova em todos os testes internacionais. Os países que conseguem aumentar as classes médias e que impedem que os sistemas escolares segreguem alunos através de escolas financiadas pelos Estados, criam condições para a igualdade de oportunidades e para uma vida com liberdade de escolha. É tudo isto que os nossos descomplexados competitivos negaram e destruíram. Portugal estava num caminho interessante. Mas é sempre assim: a ganância da privatização de lucros na Educação faz com que não valorizemos o bem comum e é necessário o sofrimento de muitos para que aprendamos o que devia ser óbvio entre humanos.


 


 


 

sábado, 28 de setembro de 2013

empobrecer e desistir (2)

 


 


 



 


 


 


Este ministro da Educação é risível. Vai promover um inquérito para saber as causas do óbvio. Por este andar, não será apenas no superior que o plano inclinado se sentirá.


 


 


Em 18 de Setembro de 2013 escrevi assim sem ter consultado os resultados de um qualquer inquérito:


 


 


Os números não enganam: temos menos alunos no ensino superior, menos alunos no ensino regular completo do ensino secundário e do 3º ciclo e se o desmiolo continuar teremos menos alunos no 2º ciclo por via do ensino dual precoce. Estamos a empobrecer e a desistir da Educação. Para além disso, devíamos ter vergonha com o armazenamento de alunos nas salas de aula, com a preguiça para antecipar os problemas e por não combatermos mesmo (veja-se o caso inglês no primeiro ciclo e a relação com a epifania Cambridge) o insucesso escolar no pré-escolar e no 1º ciclo.


 


Que não existam dúvidas: mais anos de frequência no ensino regular completo é o único indicador do avanço civilizacional de uma sociedade. É aí que se estabelece a igualdade de oportunidades. Só a ingratidão de uma sociedade endinheirada, a mais formada de sempre pela escola pública, é que nega a evidência. Não adianta argumentar com o mercado de trabalho: os alunos do ensino regular completo conseguem, em poucos meses, adquirir as competências e os conteúdos da maioria dos cursos profissionais, CEF´s e dual.


 


O que mais impressiona neste processo de exclusão é que até os professores são atingidos pela voracidade. Os professores estão a desistir há anos a fio. Em Portugal é-se politicamente incorrecto por se pronunciar inclusão ou combate ao abandono escolar. Uma sociedade exclusiva, pobre e imatura elimina essas expressões caras ao desenvolvimento.