domingo, 3 de novembro de 2013

bosses

 


 


 


 


 



 


 






Bosses (chefões) é uma expressão muito usada na África Austral. Houve uns tempos em que aquelas sociedades imaginaram menos desigualdades e o termo parecia condenado ao desuso. Mas não. Regressou. Dizem-me que os moçambicanos, por exemplo, voltam a baixar a cabeça e a dobrar muito a coluna vertebral a uns poucos dos seus que se associam a outros poucos que regressam. Digamos que bosses e regressos andam de mãos dadas.


 


Estou sempre atento a imagens de Maputo. Já sabemos que a sociedade moçambicana está sobreaquecida, outro regresso, e que por lá se fez uma grande manifestação contra a insegurança dos raptos e a guerrilha que volta a estalar entre a Frelimo e a Renamo. Vi, nessas filmagens recentes, a zona da baixa de Maputo que escolhi para imagem. Bastou googlar Boss e Maputo para a encontrar. Os moçambicanos até podem ser classificados como uns doces (estas classificações são risíveis, claro), mas as imagens das desigualdades chocantes vão ficando gravadas e um dia não cabem na memória adocicada.


 


Não sei se o que se passou hoje, e que está documentado na imagem abaixo, é da mesma família. Foi na Avenida da República e em plena Lisboa. Se fosse na Avenida da Liberdade teria mais certezas. Talvez não seja familiar, mas se Portugal continuar a recuperar bosses e desigualdades poderá voltar a sentir na pele coisas "impensáveis".


 


 


 



 


 

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