quinta-feira, 28 de novembro de 2013

desconstruir diariamente?

 


 


 


 


Muito francamente: isto já não vai lá com o esforço de alguns em desmontar diariamente as constantes epifanias do MEC. Não me perguntem o modus operandi. Não tenho as possibilidades visionárias de Mário Soares ou do Papa Francisco, mas compreendo-os. O comando virtual, e sem limites, do mundo financeiro não deixará pedra sobre pedra.


 


Há anos a fio que a torrente legislativa obriga os professores a desconstruírem o desmiolo. Estamos num novo pico. É a prova dos professores contratados, é a lei sobre a mobilidade e a requalificação que faz tábua rasa do que foi negociado no verão e são as vigências do aumento dos alunos por turma e da redução da carga curricular dos alunos. E podia estar aqui a noite toda a indicar os inúmeros atropelos organizacionais conducentes ao vergonhoso aumento do abandono escolar e à insuportável desesperança dos professores.




Repito: devemos desistir de desconstruir diariamente? Não digo isso. Mas só assim não vamos lá. Apesar do que se evitou (essas acções de luta são hoje reconhecidas como sensatas por quase todos), são mais as comprovadas negatividades que continuam por aí e que mereceram históricas manifestações e greves (e mesmo lutas jurídicas).







6 comentários:

  1. Insuportável, insuportável, insuportável, insuportável, insuportável, insuportável, insuportável, milhões de vezes insuportável.

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  2. "Desconstruir" é essencialmente uma operação intelectual, uma forma de leitura e de análise textual proposta por Derrida.
    Se desconstruir aqui significa desfazer, opor-se, greve de zelo ou etc., entendo o que queres dizer.
    Grandes ações de massas, greves e manifestações, são uma forma legítima. Para isso, contamos com sindicatos e movimentos.
    Quanto ao resto, julgo tudo o que for parcial, improcedente, inútil e prejudicial.
    Por exemplo, na prova de ingresso na carreira, a parte fraca são os próprios professores. Por mais irrelevante que a achem, não têm como não a fazer. Qualquer greve irá apenas prejudicar os que não fizerem a prova. Já vimos os milhares que se dispuseram a fazê-la.

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  3. É Luís. Foi exactamente isso que pensei quando escreves que ""Desconstruir" é essencialmente uma operação intelectual, uma forma de leitura e de análise textual proposta por Derrida."

    Há uns quantos que fazem isso diariamente e outros tantos que o fazem mais esporadicamente. Esta forma de contrariar o capitalismo desregulado vigente parece que se esgotou como sublinham MS e o Papa (e tantos outros dos mais variados quadrantes ideológicos). Não me perguntem o modus operandi, mas assim não vamos lá como se comprova também diariamente e em plano inclinado. Temo o caos? Sim. Temo um banho de sangue ou mais uma guerra na europa? Sim. Haverá soluções? Espero que sim.

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