Os cortes a eito e o armazenamento de alunos nas salas de aula empurram os alunos da educação especial para fora do sistema. Só por desconhecimento se pode responsabilizar as escolas. O MEC e o Governo estão sem argumentos para se defenderem de graves acusações. Não é difícil perceber que sem condições humanas de apoio, os alunos da educação especial sentem uma insuportável exclusão.
É evidente que conhecemos a indignidade antiga que impede uma distribuição equilibrada dos alunos de educação especial por um conjunto de escolas da mesma rede escolar concelhia ou intermunicipal. É provável que isso prevaleça em alguns lugares. Mas o que é intuído é espantoso: os serviços centrais do MEC só aprovam turmas que cumpram os normativos em relação ao número de alunos da educação especial e fingem que desconhecem a existência de turmas, a maioria, com muito mais alunos do que o estabelecido pela lei. Seria sei lá o quê que deixassem a aprovação das ilegalidades à "autonomia" escolar para se desresponsabilizarem perante os encarregados de educação, os restantes membros do Governo ou o FMI.
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