“(…)Não há qualquer razão logicamente imperiosa para pressupor que uma diferença de capacidade entre duas pessoas justifica quaisquer diferenças na consideração que damos aos seus interesses. A igualdade é um princípio ético fundamental e não um enunciado de factos. Compreendê-lo-emos melhor se retomarmos a abordagem universal do juízo ético. (...)Mas o elemento fundamental - a consideração dos interesses das pessoas, quaisquer que sejam - tem de aplicar-se a todas as pessoas, independentemente da raça, sexo ou desempenho num teste de inteligência.(...)"
Peter Singer (2000)
Ética Prática. Gradiva
Claro. "A contrario" teríamos de estabelecer uma escala de dignidade a que submeteríamos todas as pessoas. Mas este argumento, fortíssimo, acaba por ilegitimar, contra o próprio Singer, o aborto e, no limite, o infanticídio.
ResponderEliminarSim, a contradição não nos abandona; - e como o faria deixando-nos, ainda, permanecer humanos?...
Concordo Lúcio. A contradição não nos abandona e, se me permite, ainda bem.
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