quinta-feira, 6 de março de 2014

do absurdo nas contratações de professores

 


 


 



 


 


O MEC quer que os professores que não são do quadro sejam contratados por cada uma das escolas ou agrupamentos com autonomia.


 


Quem ler, e se não estiver por dentro do assunto, que os professores preferem um concurso nacional pelas listas de graduação e que, com os meios ao dispor, uma colocação nunca demorará mais do que dois dias, pensará que os professores são uns conservadores e que têm medo da mudança. Desde que, por volta de 2003, os sociais-democratas-além-da-troika+socialistas-terceira-via tomaram conta dos concursos de professores que a regressão até à década de setenta do século passado foi vertiginosa.


 


A realidade na colocação de professores, que se aproxima de 1978 e que faz terraplenagem de duas décadas de muito conhecimento adquirido, está patente nesta declaração da Associação Nacional dos Professores Contratados:


 


"(...)O dirigente da ANVPC considera a solução “absurda”. "Por um lado, poderá haver escolas com 50 mil candidatos na bolsa de recrutamento, que os directores terão de ordenar de acordo com a graduação e a avaliação que fazem dos currículos, o que é uma impossibilidade prática”. Para além disso, acrescenta, “um professor pode ir parar a 600 quilómetros de distância da área de residência, quando tinha uma vaga perto de casa, só porque o sistema de contratação foi accionado mais rapidamente numa das escolas”.(...)"


 


 


 


 

4 comentários:

  1. Professora contratada6 de março de 2014 às 20:44

    O que o MEC devia fazer - e já - era pôr fim às ofertas de escola; num país onde a corrupção graça como cogumelos as ofertas de escola estimulam o vicio das contratações por conveniência e não por mérito. Todos as vags deviam de constar no Concurso Nacional ou na Bolsa de recrutamento do Ministério.

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  2. A injustiça continua pois na maior parte dos agrupamentos para os 50% destinados à entrevista continuam a aparecer critérios como: Ter estado no Agrupamento no ano anterior; Tempo de serviço no Agrupamento; Dar continuidade aos projetos do Agrupamento, etc… Será que estes critérios fazem sentido numa carreira onde a mobilidade é uma constante de ano para ano? Será que faz sentido chamar 400 candidatos para uma entrevista, à mesma hora? Se existe uma lista com a graduação porque não se segue a lista? Parece que continua a haver muitas questões por resolver…

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  3. Na década de sententa do século passado era mais ou menos assim.

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