sábado, 22 de março de 2014

salada à bolonhesa

 


 


 


 


 1ª  edição em 9 de Janeiro de 2011


 


 


 


Peguei num post que escrevi em 24 de Agosto de 2010, acrescentei-lhe este parágrafo e mudei-lhe o título. Pelo que vou lendo, o processo de equivalências dos diplomas anteriores a bolonha vai iniciar-se. Os licenciados passam a mestres e não se sabe o que se seguirá.


 


Foi, acima de tudo, uma irresponsabilidade de quem arquitetou a coisa. Penso mais umas coisas sobre o assunto no pequeno texto que pode ler a seguir.


 


 



 


 


Gosto de Bolonha. São quilómetros de arcadas num ambiente civilizado. É a única cidade que conheço onde, com um cartão recarregável, se pode utilizar automóveis públicos a exemplo do sistema das já usuais bicicletas. A gastronomia é divinal. As Piadinas recomendam-se. Os melões são únicos e os gelados uma perdição. E podia ficar a escrever sobre as maravilhas da urbe onde se sobe às torres para fotografar os telhados que fizeram com que a cidade fosse denominada de vermelha.


 


 



 


 


 


É inesperada e imerecida a ligação depreciativa que associa o nome de Bolonha aos diplomas do ensino superior. No caso português chega a ser exasperante. As novas gerações têm que carregar um estigma. Esta solução foi projectada para resolver problemas financeiros. Antes da mudança, devia ter-se clarificado o processo de equivalências e a sua relação com a duração dos ciclos. Desse modo impedir-se-ia alguma descredibilização que é injusta para os nossos jovens.


 


 


 

8 comentários:

  1. Toda a razão. Não pensam.

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  2. Bolonha, cidade vermelha. Gostava de conhecer.
    Ma lá que há muitos "mestrados de Bolonha", lá isso há.

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  3. "Olhando do Oriente"25 de agosto de 2010 às 05:38

    Pois eu penso que eles pensaram e bem (embora mal para o cidadão comum... como sempre!!!).
    É que as universidades davam formação durante 5 anos (em geral) a preços de propinas normais... e assim arranjaram maneira de nos últimos dois anos... cobrarem propinas astronómicas (mestrado)... nada estes "senhores" pensam ao acaso...
    Votados ao "acaso"... andamos nós... os "outros"... como eles nos tratam...

    Um Abração para vós... e boas férias... que bem as merecem!

    Agostinho

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  4. Viva meu caro amigo.

    Melhor do pulso?

    Certeiro, se me permites. Financiamento com propinas elevadíssimas e ponto final. Tudo o resto poderia fazer-se no sistema anterior.

    Abração para os dois.

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  5. Bolonha lembra-se duas pessoas muito importantes na minha vida: D. Afonso III que era "conde de Bolonha" e Umberto Eco que está ligado à Universidade. Ambos têm em comum a medievalidade, o primeiro por fazer parte dela, o segundo por ser um dos seus mais notáveis investigadores.

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  6. Pior que bolonhesa é a bostoniana, ou mais familiarmente a mestrança de bosta,tirada num verão inesquecível...

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  7. Paulo G. Trilho Prudencio9 de janeiro de 2011 às 22:16

    Tem piada que o enorme Umberto Eco (o nome da rosa, ufa!!!) é mais considerado ainda fora de Itália. Os italianos têm uma relação com o investigador um pouco parecida com a que os portugueses tinham com Eduardo Prado Coelho. Tenho ideia que isso se prende com os anos em que Umberto Eco, ainda jovem, esteve muito ligado à televisão.

    Abraço.

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  8. Paulo G. Trilho Prudencio9 de janeiro de 2011 às 22:17

    As etiquetas são tramadas. O que é certo é os nossos jovens licenciados ou mestres no sistema de Bolonha não utilizam esse rótulo como bom no mercado de trabalho

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